Conmebol decide hoje se jogo do Corinthians na 4.ª feira terá punição

Menor que se responsabilizou pelo crime deve se entregar até a tarde de quinta à policia

O Estado de S.Paulo , O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2013 | 02h06

SÃO PAULO - O Corinthians não espera que a confissão do menor que se apresenta nesta segunda à Justiça como responsável pelo disparo do sinalizador que matou Kevin Beltrán Espada influencie na decisão da Conmebol. A entidade deve se pronunciar hoje sobre o recurso que o clube apresentou para anular a liminar que impede o Alvinegro de jogar com o apoio da sua torcida nas partidas da Libertadores durante 60 dias.

"O Corinthians não espera prejuízo nem benefício com essa confissão. O que queremos é a anulação da decisão porque o clube não pode ser punido antes de ser julgado. O Corinthians corre risco de ficar sem público agora e depois ficar provado que é inocente", disse o advogado Felipe Santoro.

Confiante de que o jogo de quarta-feira contra o Millonarios no Pacaembu, pela segunda rodada da Libertadores, será disputado com portões abertos, o clube não montou um plano de devolução do dinheiro para os torcedores que já compraram ingresso, segundo Santoro.

O diretor-adjunto de futebol, Duílio Monteiro Alves, também confia em ver a torcida no Pacaembu. "O Corinthians não pode ser culpado por uma coisa da qual não é responsável."

Ele ainda atacou a falta de fiscalização nos estádios que sediam jogos da Libertadores. "Em todas as partidas realizadas quinta-feira, exatamente um dia depois do nosso jogo lá na Bolívia, vimos sinalizadores nas arquibancadas", disse.

Alguns torcedores do Corinthians que acompanharam o jogo em Oruro dizem que não foi pedido a eles nem o ingresso para entrar no estádio.

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