Conquista do Brasil premia o grupo

Basta dar uma conferida na lista dos melhores atletas da Liga Mundial de Vôlei. Nenhum é brasileiro: melhor atacante - Lebl (República Checa); melhor bloqueio e saque - Geric (Sérvia e Montenegro); e melhor jogador - Milijokovic (Sérvia e Montenegro). "O time, mais uma vez, mostrou espírito de grupo. Não faturamos nenhum prêmio individual, mas ganhamos o título. E isso é o que importa", disse o técnico Bernardinho.Confiando no grupo que tem em mãos, o técnico brasileiro foi ousado e trocou metade do time no quarto set - se o Brasil perdesse essa parcial, o título ficaria com a Sérvia e Montenegro. O jogo terminou em 3 a 2, parciais de 25/16, 21/25, 19/25, 25/23 e 31/29. "Nosso mérito foi não ter deixado a partida ir embora. Começamos muito bem, mas perdemos a paciência depois que o saque deles começou a entrar. O quinto set foi uma loucura. Mostramos coragem e determinação", revelou Bernardinho.Para William, o segredo do sucesso de Bernardinho é conseguir tirar o máximo dos 12 atletas. Mexer no time e manter a qualidade técnica. O ex-jogador e atual técnico lembra que após a Liga Mundial, Ricardinho não é mais reserva de Maurício e que o meio-de-rede brasileiro vai além do Gustavo (que contundido não disputou as finais) e Henrique - Rodrigão e André Heller também podem ser considerados titulares."Uma cena me chamou a atenção no final do jogo. O abraço de Giba e Giovane que disputam posição. Foi sincero. Esse grupo é uma família", afirmou William, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984.O atacante Giovane, que conquistou vaga entre os seis titulares na fase final do torneio, concorda com William e Bernardinho. "O nosso maior mérito é ser uma equipe de verdade. No momento de dificuldade, aqueles que estavam no banco foram lá e tiraram o time do buraco. Temos que zelar por essa família porque ela ainda pode nos trazer muitas coisas boas", afirmou o jogador. "É importante mantermos essa regularidade e continuarmos a acreditar no grupo", completou.Giba, destaque do quarto e quinto sets da decisão, comemorou a atuação do grupo. "Mais uma vez provamos que dependemos de 12 jogadores. O Giovane, o André Heller e o André Nascimento jogaram muito bem essa fase final e mereciam estar em quadra. Sinto enorme prazer em ajudar a equipe."Escadinha, a melhor defesa e recepção da Liga Mundial (posições sem prêmio), resumiu a façanha: ?superação, coração e muito sofrimento?.

Agencia Estado,

14 de julho de 2003 | 18h34

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.