Contra-ataque em velocidade é a maior arma santista

Time admite que o adversário ficará com a bola nos pés a maior parte do tempo, mas sabe como surpreender

LUÍS AUGUSTO MONACO , ENVIADO ESPECIAL / YOKOHAMA, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2011 | 03h03

Para ganhar o jogo decisivo de hoje pela manhã, tudo que o técnico Muricy Ramalho quer é que seus jogadores aproveitem as oportunidades de contra-ataque que vão surgir.

Como o Barcelona vai ficar com a bola muito mais tempo, como ocorreu em todos os mais de 200 jogos da era Guardiola, a velocidade para chegar em condição de finalizar antes que a defesa espanhola possa se arrumar será muito importante. "Nosso contra-ataque é muito forte."

Fazer bom uso dessa virtude é uma das chaves para o Santos ser campeão. A outra é mostrar segurança na defesa para resistir ao poder de fogo do Barça.

E Muricy tentará dar isso ao time sem destacar ninguém para grudar no craque Messi - ele só faria isso, como admitiu no início da semana, se pudesse contar com Adriano, que não veio para o Japão por causa da lesão no tornozelo direito que sofreu em novembro.

"Os caras têm muitos jogadores de grande qualidade, não dá para marcar todo mundo. Nem adianta perder tempo com isso", disse o treinador.

Preocupação defensiva. A correção de erros defensivos cometidos diante do Kashiwa Reysol (apesar da vitória por 3 a 1) e o ajuste de detalhes para a final foram feitos na base da conversa, porque os treinos tanto em Nagoya como em Yokohama foram muito mais técnicos (passes, cruzamentos e finalizações) do que táticos. Coletivo, então, não houve nenhum.

Muricy confia no trabalho de oito meses, que deu dois títulos ao clube (Paulista e Libertadores) e na dedicação de jogadores ávidos para fazer história.

Se isso será suficiente para subverter a lógica e bater um time que conquistou 12 dos últimos 15 títulos que disputou, se saberá quando soar o apito final. "Já ganhei quando era zebra. Espero que aconteça de novo amanhã", torce Muricy.

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