Toru Hanai/Reuters
Toru Hanai/Reuters

Contrariando COB, Aldo Rebelo quer investigar caso de Rafaela Silva

A judoca discutiu com seus seguidores no Twitter após eliminação nos Jogos. Houve ofensas racistas

O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2012 | 14h14

LONDRES – Aldo Rebelo garantiu que as ofensas feitas pelo Twitter contra Rafaela Silva não ficarão impunes. Depois de perder sua luta na Olimpíada, a judoca enfrentou e rebateu à altura uma série de xingamentos pelo twitter. Houve bate-boca entre a brasileira e seus seguidores. O ministro do Esporte disse nessa terça-feira que já solicitou apoio da Policia Federal para identificar os usuários envolvidos, enquadrando-os no crime de racismo. A atleta, em decisão conjunta com o COB, havia optado por não buscar a justiça. Um comunicado oficial foi disparado pela entidade explicando a decisão.

A técnica de Rafaela, Rosicléia Santos, mostrou à imprensa as diversas mensagens postadas com insultos pelos usuários da rede social, entre elas, as de cunho racista, que desencadearam a investigação. A judoca foi eliminada por dar um golpe ilegal no seu primeiro confronto, agarrando sua adversária Hedvig Karakas pelas pernas, o que é proibido pelas novas regras do judô. Em contrapartida, Rafaela Silva respondeu às ofensas com palavrões, completamente irritada.

"Chamaram a Rafaela de macaca, disseram que ela tinha de ir para a jaula. Que País é esse que a cor de pele justifica um ato assim?", esbravejou a técnica aos jornalistas. A discussão entre Rafaela e os usuários do Twitter se prolongou por quase toda a tarde da segunda-feira.

 

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