Contratação de Petrov deixa Itália sem piloto

A Caterham confirmou, ontem, que o russo vai substituir Jarno Trulli. Desde 1970, Mundial não iniciava sem um italiano

O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2012 | 03h04

O próprio piloto russo Vitaly Petrov já havia antecipado que não ficaria a pé este ano, depois de ser dispensado pela Lotus, ex-Renault. E nem poderia, diante dos elevados interesses que existem por detrás de sua permanência na Fórmula 1, como a estreia do GP da Rússia, em 2014.

Ontem, a equipe Caterham, ex-Lotus, anunciou que Petrov substituirá Jarno Trulli. O russo pilota o carro do time malaio já na próxima semana, no Circuito da Catalunha, em Barcelona. Como Trulli era o único italiano no grid deste ano, a temporada vai começar sem um representante do país na F-1, o que não ocorria desde 1970. Rubens Barrichello, que perdeu a vaga na Williams, escreveu no twitter: "O dinheiro está dominando tudo".

Petrov pode não dar mostras de ser um campeão do mundo em potencial, mas também não está dentre os pilotos menos capazes da F-1. Foi sua combatividade associada ao peso do seu investidor, o governo russo, e a quase necessidade de Bernie Ecclestone de contar com um piloto russo que levaram Tony Fernandes, sócio da Caterham, a contratá-lo. "É uma chance fantástica, vou poder mostrar um bom lado meu", afirmou o russo, sempre crítico do tratamento recebido na Lotus. Trulli, 37 anos, disputou de 1997 até o ano passado 252 GPs, venceu um e fez quatro pole positions.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.