Werther Santana/AE
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Controlar Elano no Santos é desafio de Muricy no segundo semestre

Meia não consegue repetir o futebol de sua chegada ao clube, mas técnico insiste com ele

Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h08

SANTOS - Enquanto esteve na Libertadores e com chances de ser o campeão pelo segundo ano consecutivo, tudo parecia estar em ordem no Santos. Mas, passada uma semana da eliminação, os problemas se acumulam sem perspectivas de serem resolvidos em curto prazo. Antes de mais nada, os dirigentes santistas precisam descobrir o que se passa com Elano.

O meia ganha salário europeu (aproximadamente R$ 500 mil mensais, pagos rigorosamente em dia), tem recebido inúmeras oportunidades para se firmar como titular, mas não conseguiu convencer em nenhum dos jogos depois do primeiro semestre do ano passado e dá seguidas demonstrações de insatisfação.

Os torcedores que foram à Vila Belmiro domingo à noite para assistir ao jogo contra o Coritiba perceberam que Elano simplesmente virou as costas, sem comemorar, após dar assistência nos dois gols do empate por 2 a 2.

Foi um gesto de rebeldia que ele se negou a explicar ao sair de campo. No penúltimo treino antes do segundo jogo das semifinais da Libertadores contra o Corinthians, Elano chutou de propósito a bola para longe. Muricy Ramalho não gostou e discutiu com ele. Em seguida, no ensaio de cobranças de pênaltis, Elano errou na primeira tentativa e abandonou o campo sem dar satisfação.

"Peço desculpas, mas não vou discutir com jogador publicamente. Tudo o que fazemos com os jogadores é internamente, publicamente nada", afirmou Muricy após o jogo de domingo, ao ser questionado sobre o comportamento do meia. 

INSISTÊNCIA

A irritação de Elano começou no primeiro jogo das semifinais da Libertadores. Como ele não jogou bem o primeiro tempo, Muricy trocou-o por Borges para a etapa final. "Nós precisávamos vencer (o jogo foi na Vila) e, no primeiro tempo, criamos muito pouco para fazer gol no Corinthians, por isso optamos pelo Borges no segundo tempo", justificou o treinador, que já criticou publicamente o garoto Felipe Anderson em diversas oportunidades e se mostra extremamente compreensivo com Elano. O treinador diz que jamais desiste de bom jogador.

A nova crise de rebeldia de Elano até poderia ser tolerada como no começo do ano, ao perder a posição para Ibson. Mas, agora, sem perspectivas de receber reforços de qualidade, Muricy vai depender muito de jogadores experientes como Elano para manter o time em alta durante o período em que a dupla Neymar e Ganso estiver com a seleção brasileira na Olimpíada de Londres.

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