Copa das Confederações perde um dos campos de treino

Estádio corre o risco de não mais receber nenhuma das oito seleções que vão disputar competição a partir de 15 de junho

O Estado de S.Paulo

28 de março de 2013 | 02h07

Até a interdição, o Engenhão era um dos estádios que constavam na lista de Campos Oficiais de Treinamento da Fifa para a Copa das Confederações, que começa em 15 de junho no Brasil. Agora, como não há previsão para a reabertura do estádio - prefeitura e consórcio ainda não sabem sequer o que será feito para resolver o problema do deslocamento da cobertura -, o estádio olímpico João Havelange corre o risco de não mais receber nenhuma das oito seleções que vão disputar a competição.

O Comitê Organizador Local (COL) das Copas do Mundo e das Confederações informou ontem que "tomou conhecimento da interdição do estádio" e "aguarda informações técnicas mais detalhadas antes de comentar o assunto". O COL não quis responder se possui um plano B para o Rio. Limitou-se a informar que já mapeou os "potenciais Campos Oficiais de Treinamento nas seis sedes da Copa das Confederações", e que a divulgação oficial da lista será feita em "data oportuna".

Em 2016, o Engenhão será o principal estádio dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio: palco do atletismo. O presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, não se cansa de afirmar que o Engenhão foi um dos principais trunfos do dossiê de candidatura brasileiro para sediar a Olimpíada, já que a cidade era a única - em disputa com Chicago, Madri e Tóquio - a contar com um estádio de atletismo já construído. Para 2016, a capacidade terá de ser ampliada: mais 15 mil lugares, que devem ser provisórios.

Ontem, o Rio 2016 informou que "tem plena confiança de que a prefeitura do Rio tomará as medidas necessárias para que o estádio esteja pronto para os Jogos, daqui a mais de três anos, e os eventos-teste que os antecedem". O comitê organizador informou ainda que mantém "contato estreito" sobre o assunto com o Comitê Olímpico Internacional (COI). Na Suíça, o porta-voz do COI afirmou que há tempo suficiente para a resolução do problema. "Estamos ainda a mais de três anos dos Jogos e estamos totalmente confiantes de que vão 'entregar' (o estádio)".

Prejuízo. O Botafogo ainda não calculou quanto vai deixar de arrecadar com a interdição. O clube tem contratos de patrocínio e exposição de marcas relacionados exclusivamente ao Engenhão. "Quem proporcionou os prejuízos tem de ser cobrado, também", afirmou o presidente Maurício Assumpção.

O jogo entre Botafogo e Friburguense, que seria realizado hoje em São Januário, foi adiado. O Vasco se negou a emprestar seu estádio depois que a federação de futebol do Rio decidiu levar os clássicos do Campeonato Carioca para Volta Redonda. /T.R.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.