Em dia de jogo do Brasil, manifestação critica a Fifa no Rio

Durante a passeata grupo se juntou aos Pink Blocs, ativistas do movimento pelos direitos de homossexuais.

Vinicius Neder, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2014 | 12h24

Rio de Janeiro - Um ato festivo contra supostos abusos na organização da Copa do Mundo e reivindicando direitos tomou neste sábado, 28, a Avenida Atlântica, em Copacabana, zona sul, horas antes do jogo entre Brasil e Chile. No auge, a manifestação chegou a reunir cerca de 400 pessoas, segundo Verônica Tavares, integrante da Plenária Copa na Rua, que marcou o ato.

Os manifestantes caminharam ao longo da orla, do Forte de Copacabana em direção ao local onde foi instalada a FIFA Fan Fest no Rio. Com o início do jogo, o protesto se dispersou, mas algumas dezenas de manifestantes seguiram para o Leme, onde promoveram uma festa durante a partida.

Foi o segundo ato do movimento Copa da Rua, formado por partidos políticos, como PCB, PSTU e PSOL, e movimentos sociais, como o Comitê Popular da Copa. O ato juntou-se a uma manifestação do grupo conhecido como Pink Bloc e de ativistas do movimento pelos direitos de homossexuais. "Não é porque as pessoas gostam de futebol e estão vendo os jogos que vão deixar de denunciar os abusos da Copa", disse Verônica, citando remoções de moradores, desvios de verbas e a militarização das cidades como abusos.

O clima foi de carnaval, com banda instrumental entoando marchinhas com letras parodiadas. As palavras de ordem incluíram críticas a Fifa, pediram a desmilitarização da polícia e direitos iguais de gênero. O clima festivo atraiu a atenção de transeuntes, torcedores e turistas estrangeiros. A marcha foi acompanhada por policiais militares, que caminharam pelos lados do protesto, e não houve incidentes.

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