Leon Neal/AFP
Troféu Webb Ellis já está na Inglaterra para a disputa da Copa do Mundo de Rúgbi Leon Neal/AFP

Copa do Mundo de Rúgbi poderá entrar para a história

Torneio começa nesta sexta e tem a expectativa de bater recorde de público

PAULO FAVERO, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2015 | 07h10

Sem a participação do Brasil, a Copa do Mundo de Rúgbi começa nesta sexta-feira com a expectativa de se tornar o quinto evento esportivo de modalidade única com maior público história, perdendo apenas para as Copas do Mundo de futebol de 2014, 2006, 2010 e 2002, respectivamente. O torneio vai atrair mais de 466 mil visitantes para o Reino Unido, superando todas as edições passadas, segundo estudo feito pela Ernst & Young. São 20 seleções na disputa, entre elas as favoritas Inglaterra, Austrália, França, África do Sul e Nova Zelândia.

A modalidade, que tenta ser mais popular no Brasil, é muito difundida no resto do mundo, sendo praticada em 119 países. Agora, com a inclusão do rúgbi sevens no programa olímpico (a Copa do Mundo será jogada no tradicional rúgbi 15), a difusão será maior. “Esperamos que através desse torneio muitos brasileiros possam assistir pela primeira vez ao esporte, chegar a conhecer e se interessar pela modalidade. Além disso, a Copa do Mundo ajudará a consolidar uma base crescente de fãs já existente no País, hoje estimada em mais de três milhões de brasileiros”, diz Agustín Danza, CEO da CBRu (Confederação Brasileira de Rugby).

Serão usados 13 estádios em 11 cidades, entre eles o tradicional Wembley, que será o palco da final do torneio, e a expectativa é que 95% dos lugares em média estejam preenchidos em todas as partidas. No estudo da Ernst & Young, a estimativa é que os torcedores vão deixar R$ 5,1 bilhões (869 milhões de libras esterlinas) em gastos diretos no país e o impacto econômico do evento será de R$ 13 bilhões (2,2 bilhões de libras esterlinas). “Acho que teremos uma Copa do Mundo com recorde de audiência brasileira, com muita exposição. O evento terá sua maior e melhor recepção na história do Brasil”, continua.

Transmitida no Brasil pela ESPN, a Copa do Mundo de rúgbi terá na estreia o jogo entre a anfitriã Inglaterra contra Fiji, sexta-feira, às 16h (horário de Brasília). Os donos da casa vão brigar pela taça, que foi conquistada pela última vez em 2003, quando superaram a favorita Austrália, no campo do rival, na prorrogação. Mas quem entra defendendo o título é a famosa Nova Zelândia, chamada de All Blacks. A equipe brilhou em 2011, ao superar a França em seus domínios, e vai lutar para manter o Troféu William Webb Ellis na Oceania.

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Brasil tem como meta ir à Copa do Mundo de Rúgbi em 2023

Para popularizar a modalidade, confederação fará diversas ações

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2015 | 07h10

O projeto do Brasil é estar na Copa do Mundo de Rúgbi em 2023, ou seja, daqui a duas edições. Mas para tentar popularizar a modalidade, a CBRu fará ações nas redes sociais, em bares temáticos e até na final do Super 8, quando após a partida um telão exibirá a final do torneio. “Faremos a final do Campeonato Brasileiro da 1ª Divisão no mesmo dia da final, em um horário mais cedo. A ideia é colocar um telão depois da partida para que a torcida possa ficar e assistir à decisão da Copa do Mundo, fazendo do dia uma festa de rúgbi”, explica Agustín Danza, CEO da CBRu (Confederação Brasileira de Rugby).

O dirigente lembra que a entidade fará várias ações para aproveitar o momento de disputa da Copa do Mundo. "Teremos o House of Rugby, uma casa ambientada especificamente para assistir aos principais jogos da Copa. Terá um bar, um microcinema, um lounge e até uma cabine de comentaristas para ESPN. A ideia é oferecer uma experiência única e diferenciada para quem queira assistir à competição. Em termos de divulgação, faz um mês que já começamos com este trabalho online. Além disto, estamos realizando um trabalho de divulgação com nossos patrocinadores, ações em restaurantes do Outback e pubs da Heineken, e através da nossa assessoria de imprensa com as diferentes mídias", conta.

Para tornar o objetivo de ir pela primeira vez a uma Copa do Mundo, a confederação está trabalhando em duas frentes: detecção e formação de talentos, e disputa de partidas internacionais. A ideia é ter uma base grande para escolher os melhores e dar a ela experiência para enfrentar as grandes equipes. “O objetivo é que os jogadores possam ter uma quantidade importante de jogos por ano para poder implementar e desenvolver as habilidades treinadas, além da tomada de decisão”, conclui Danza, ciente de que a meta é ambiciosa.

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