Copa São Paulo tem final inédita

Rio Branco e Figueirense decidem hoje o título pela primeira vez

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

25 de janeiro de 2008 | 00h00

O confronto entre Rio Branco e Figueirense, hoje, às 10 horas, no Estádio Nicolau Alayon, pela final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, marca o encontro de duas diferentes filosofias de trabalho em categorias de base. Enquanto o time catarinense - o ?exterminador de paulistas?, - quer formar atletas para o time profissional e, assim, reduzir seus custos com contratações, o adversário, um dos mais tradicionais berços de craques do interior paulista, quer negociar suas revelações antes que elas cheguem à equipe principal. Questão de sobrevivência."Nossas finanças estão equacionadas, então não temos intenção de nos desfazer dos jogadores com urgência. Só no caso de uma proposta boa", diz Erasmo Damiani, supervisor do Figueirense, time que nessa Copinha eliminou São Paulo, São Carlos, União São João e Palmeiras. "Formamos jogadores para a nossa equipe principal, tanto que três ou quatro deles devem ser promovidos."O dirigente catarinense diz que o Rio Branco entra em vantagem na final. "Nos últimos nove dias mudamos de cidade cinco vezes. Nossos jogadores estão há 22 dias longe de casa enquanto o adversário só saiu para jogar a semifinal, um dia antes da gente."No Rio Branco, a reputação de ter revelado três jogadores que estiveram na última Copa do Mundo - Marcos Senna (pela Espanha), Sinha (México) e Mineiro (Brasil) - não foi suficiente para manter as finanças do clube equilibradas. "Cinco de nossos jogadores na Copa São Paulo foram negociados no ano passado, antes que assumíssemos a administração, para sanear as contas do clube", conta o supervisor Ricardo Camargo. Outros atletas devem sair após a Copinha. "Hoje, a revelação de jogadores é fundamental para nossa sobrevivência, mais do que o time principal, que está disputando a Série A2 do Paulista."

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