David Guttenfelder/AP
David Guttenfelder/AP

Coreia do Norte 'barra' estrangeiros de maratona local

Medo do vírus Ebola faz autoridades da nação mais isolada do mundo impedirem presença de estrangeiros no popular evento

Estadão Conteúdo

23 de fevereiro de 2015 | 11h05

O governo da Coreia do Norte decidiu impedir a presença de estrangeiros no país para um de seus eventos mais populares, a Maratona de Pyongyang, com medo que o vírus Ebola entre em seu território. A decisão foi revelada nesta segunda-feira por agências de turismo e servirá para afastar ainda mais aquela que talvez seja a nação mais isolada do mundo.

A decisão surpreendeu porque ainda não houve qualquer caso de Ebola registrado na Coreia do Norte ou em algum país da região. O vírus tem assolado parte da África desde o ano passado, mas ainda não há registro de epidemias em outros continentes. A imprensa local chegou a insinuar que o vírus teria sido criado pelos Estados Unidos para servir como arma biológica.

A Coreia do Norte já havia fechado suas portas para estrangeiros em outubro do ano passado, em uma das medidas mais rigorosas contra o Ebola em todo o mundo. Além disso, os estrangeiros que já estavam no país foram colocados em uma severa quarentena.

A intensa prevenção teve sequência nesta segunda, quando o governo do país avisou às agências de turismo que não permitirá a presença de estrangeiros, sejam atletas profissionais ou amadores, na prova do dia 12 de abril. A medida acontece um ano depois de a maratona ter sido aberta a corredores recreativos pela primeira vez em seus 27 anos de existência.

A Maratona de Pyongyang é considerada um evento bronze pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) e faz parte de uma série de competições esportivas, festivais artísticos e eventos culturais que celebram o aniversário do fundador da Coreia do Norte, Kim Il Sung, no dia 15 de abril.

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