Corinthians abre temporada de 'pedreiras'

Passando hoje pela Catanduvense, time de Tite terá adversários e jogos complicados durante mês de março

FÁBIO HECICO, O Estado de S.Paulo

29 de fevereiro de 2012 | 03h08

Os dias de calmaria acabam hoje para o Corinthians. Diante da Catanduvense, às 22 horas, no Pacaembu, Tite começa a utilizar a formação considerada ideal para a temporada. Tudo pelo fato de o mês de março ser decisivo para as pretensões da equipe no semestre. Apenas Ralf (ganhará descanso) e Leandro Castán (machucado), titulares absolutos, não jogam esta noite.

Depois do confronto com o time do interior, no qual um triunfo significa chegar aos 29 pontos que o oitavo colocado fez nas últimas seis edições do Paulista, portanto daria uma vaga na próxima fase, dá-se início à série de confrontos complicados. Desta forma, a fase de testes no elenco (o famoso rodízio) acabou. Em busca da primeira colocação tanto na fase do Estadual, quanto no Grupo 6 da Libertadores, usar força máxima nas "pedreiras" se faz necessário.

A começar por domingo, diante do Santos, na Vila Belmiro. O clássico tem conotação de decisivo pelo fato de o adversário estar crescendo na competição e se tornando ameaça justamente para a primeira posição.

Depois as atenções corintianas se voltam à Libertadores. São três jogos em 14 dias e a obrigação de somar ao menos sete pontos, além de fazer saldo, para não ficar atrás do Cruz Azul, já com seis pontos - o Corinthians tem 1, com um jogo a menos.

Dia 7, no Pacaembu, o Alvinegro recebe o Nacional (URU). Depois, são dois confrontos diante dos mexicanos, dia 14, fora de casa, e no dia 21, novamente no Pacaembu. Por fim, ainda terá o clássico com o Palmeiras, outra ameaça ao topo da tabela no Paulista, dia 24.

"Respondo sobre a sequência difícil depois, mas posso falar que os três próximos jogos são muito ligados, não dá para pensar nesse sem pensar no outro", diz Tite. O técnico garante que do meio para frente, qualquer jogador tem condição de herdar a vaga, mas não quer ficar mudando o tempo todo.

"Temos um planejamento. Revezamento e poupança são sinais de que eu tiro jogadores. E acredito em engrenagem, é atípico acontecer como com o São Caetano de mudar tudo e ter 65% de posse de bola e16 chances de gols. Manter a base da equipe é primordial, claro, com cuidado nos detalhes pontuais (desgaste)", endossa o técnico, revelando não querer mais o rodízio. Ralf fica no banco para descansar após 12 jogos disputados dos últimos 13.

Na escalação desta noite, Tite usará um time bem parecido com o que ergueu a taça no Brasileiro de 2011. Apenas a defesa terá mudanças, já que Paulo André ainda se recupera de cirurgia e Leandro Castán está machucado e o meio, com o descanso dado a Ralf. Alessandro volta à lateral, Danilo à armação e Liedson ao ataque.

Pressão total. Líder isolado, com quatro pontos de vantagem sobre o segundo colocado, mas ainda devendo uma grande apresentação contra os pequenos, o Corinthians espera acabar com a fase da economia de gols esta noite para ganhar embalo para a série decisiva. "Quero continuar vencendo e acrescentar gols. Não quero fazer três e tomar dois ou quatro. É importante saldo e diferença de gols, 2 a 0 ou 3 a 1 dará uma solidez maior."

Na Catanduvense, uma derrota hoje pode sacramentar a demissão do técnico Roberval Davino. Ciente de que precisa somar ponto no Pacaembu para defender sua permanência, o treinador arma a retranca para tentar segurar o Corinthians. Ele vai de três zagueiros e três volantes para beliscar o empate.

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