Filipe Araujo/AE - 12/12/2011
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Corinthians arma estratégia para mudar o 'nome' do Itaquerão

Vender os direitos do estádio a uma empresa ligada ao futebol é a meta do novo diretor de marketing

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2012 | 03h04

SÃO PAULO - Ivan Marques é sócio da F/Nazca, uma das mais conceituadas agências de publicidade do País. Desde segunda-feira, porém, acumula uma outra função tão ou mais difícil quanto cuidar de marcas como Nike, Honda e Ambev, alguns de seus clientes. Nela, Marques tem como missão vender a uma empresa o nome de um estádio cujo apelido já caiu na boca do torcedor: o Itaquerão. "Por enquanto, já pegou (o apelido). O que a gente pretende é mudar de Itaquerão para outro nome, esse é o nosso desafio", diz o novo diretor de marketing do Corinthians.

O publicitário, que é corintiano e sócio do clube, substitui Luis Paulo Rosenberg, alçado ao cargo de vice-presidente na gestão de Mário Gobbi. Vai trabalhar junto com seu antecessor e já tem um plano traçado para vender os namings rigths do estádio, chamado oficialmente pelo clube de Arena Corinthians.

Marques diz que para a estratégia dar certo é preciso vender o nome a empresas que já têm algum tipo de ligação com o futebol e que, de preferência, sejam conhecidas. "Não faz sentido abrir para qualquer empresa. Não pode ser liberou geral. Apareça com o cheque que eu vendo", diz. "Fica difícil nomes estranhos e que não têm a ver com futebol."

A venda dos namings rigths é parte fundamental da engenharia financeira para erguer o estádio que vai sediar a abertura da Copa, orçado em R$ 820 milhões. A diretoria já recusou propostas, porque nenhuma delas atingiu o valor mínimo estipulado: R$ 400 milhões. "Não é fácil (conseguir esse valor), mas acho realista para um negócio dessa envergadura, é coisa de gente grande", diz Marques.

O novo diretor do Corinthians também tem outra tarefa importante. E a curto prazo: renovar o patrocínio master da camisa. O vínculo com a Hypermarcas termina na reta final do Paulista, em abril. O contrato rendia R$ 37 milhões por ano. No clube há um consenso de que o novo contrato tem de partir de R$ 40 milhões. Três empresas grandes já manifestaram o interesse em estampar sua marca na camisa.

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