Corinthians B tenta sair do sufoco contra a Ponte Preta

Na última colocação, time reserva também vai lutar para dar o troco na rival, responsável pela eliminação no Paulista

FÁBIO HECICO, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2012 | 03h04

O Corinthians reencontra a Ponte Preta hoje com sentimento de vingança. Ainda inconformado com a eliminação para os campineiros nas quartas do Paulista, o lanterna quer dar o troco com uma vitória que pode até tirá-lo da zona de rebaixamento. De quebra, colocaria a "pedra no sapato" entre os piores.

Diante de um oponente que ainda não venceu no Nacional, a missão de deixar a última posição recai, mais uma vez, para o time reserva, ou alternativo como Tite gosta de definir. Aquela escalação que, com uma mudança aqui, outra ali, perdeu para o Fluminense (1 a 0, em casa) e Grêmio (2 a 0, fora).

O que poderia causar calafrios, no entanto, não assusta o técnico. Apesar dos tropeços, os reservas sabem bem o que é triunfar no Moisés Lucarelli. Pela última rodada do Estadual, emplacaram 2 a 1 por lá. A ordem é repetir a dose e tirar o Corinthians da incômoda lanterna.

Volta por cima. Dois jogadores que estarão em campo têm motivos de sobra para entrarem motivados: Júlio César e Willian.

Ambos estão com a Ponte Preta bem viva na memória, o goleiro sem bons motivos para lembranças, enquanto o atacante já vê o reencontro com esperança.

Buscando volta por cima, Júlio César espera fechar o gol para reconquistar a confiança dos corintianos, abalada após duas falhas que ocasionaram a vitória da Ponte nas quartas de final no Paulista e sua saída do time.

Já o atacante quer voltar a balançar as redes após muito tempo de jejum. Foi naquele jogo de mata-mata, dia 22 de abril, seu último gol pelo Corinthians.

Brigando pela vaga de Emerson na Libertadores, brilhar hoje é ver a chance de estar entre os titulares na quarta-feira. "Espero jogar bem, ajudar a equipe a ter grande apresentação, vencer e sair da posição desagradável", diz Willian. "Ninguém gosta de ficar no banco, mas respeito os companheiros. Num time grande, temos sempre de estar provando algo, não pode achar que está por cima da carne seca. Treinei muito para provar que posso recuperar a vaga de titular."

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