Jose Patricio/AE
Jose Patricio/AE

Corinthians busca brilho perdido

Depois de encantar a torcida com sequência de dez jogos sem derrota e disparar na liderança, Alvinegro oscilou e busca retomada hoje contra o Ceará

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2011 | 00h00

Cinco pontos nos últimos cinco jogos, apenas uma vitória, e a admiração e os elogios ao Corinthians se foram. Vieram os questionamentos, as cobranças e a pressão dos adversários na briga pela primeira colocação. Recuperar o encanto das primeiras rodadas, o futebol envolvente e o respeito dos oponentes é a missão do time esta tarde, às 16 horas, diante do perigoso Ceará.

Ganhar e convencer virou questão de honra para uma equipe que não faz muito tempo era dada como a mais eficiente e segura do País. Tudo para evitar ter de falar do crescimento de Flamengo e São Paulo, hoje os principais rivais corintianos na briga pelo topo e título.

"Quando se olha para a casa dos vizinhos não se cuida da sua casa. Queremos cuidar apenas da nossa, a do Corinthians", afirma o técnico Tite. "Quero que a equipe jogue muito, tenha grande desempenho. Não quero ficar secando os outros, quero energia para coisas boas e ela passa por ter um bom trabalho."

A volta do goleiro Júlio César serve para dar segurança à zaga. Ralf retorna ao meio para dar mais pegada ao time, Danilo segue como o cérebro e, na frente, Jorge Henrique está de volta. Liedson, na expectativa de retornar, não participou do treino de ontem, em que Tite usou os titulares para aprimorar posicionamento. Emerson foi sacado e William e Alex mantidos no time.

Ausência, apenas o lateral-esquerdo Fábio Santos. Operado da clavícula, ele retorna só em outubro. Ramon assume sob responsabilidade de manter o nível. "Ele está mais maduro e tem minha total confiança", diz Tite.

Cuidados. Apesar de não esconder sua obrigação em buscar o triunfo, o Corinthians não esconde seu respeito ao Ceará, rival com o qual empatou as duas partidas do Nacional passado.

"Conheço bem o Mancini (Vágner, técnico). Sei da sua seriedade e competência. E eles têm o Osvaldo, o Nicácio, que são muito bons jogadores. Roger foi meu jogador, Michel é muito bom. Será um grau de dificuldade grande", observa Tite. "Eles perderam do Santos (1 a 0) aqui, mas foi um jogo complicado. Deram calor no São Paulo também", avalia o técnico.

Porém, a torcida - vai encher o estádio -, não admite novo tropeço após dois empates seguidos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.