Corinthians busca hoje a redenção

Equipe espera fazer festa do acesso contra o Ceará, no Pacaembu lotado

O Estadao de S.Paulo

25 de outubro de 2008 | 00h00

Chegou o dia. Pelo menos a primeira e boa chance matemática. Após 328 longos dias, 47 semanas de vergonha, alvo de piadas e chacota dos rivais, o corintiano tem tudo para, hoje, voltar a falar, com orgulho: "Meu time é de Primeira Divisão." Uma vitória diante do Ceará, às 16 horas, no Pacaembu, e um tropeço do Barueri contra o Paraná vão selar o retorno à elite nacional após um desastroso 2007. O quinto colocado da Série B já não poderá superar os 70 pontos que o Alvinegro atingirá, caso ganhe nesta tarde. Acompanhe a partida onlineDo fatídico dia 2 de dezembro de 2007, data do rebaixamento após empate por 1 a 1 com o Grêmio, muita coisa mudou. No time da maior vergonha alvinegra, sobraram apenas jovens promessas, como Dentinho, Lulinha, Júlio César e Bruno Octávio, o bom goleiro Felipe, além de Carlos Alberto e Fábio Ferreira - os dois últimos a pedido de Mano Menezes. Ficaram para "recolocar o time no lugar onde merece". "Só deixo o Corinthians quando ganhar títulos aqui, quero ficar marcado na história positiva do clube", diz Felipe. Destaque na temporada passada, o camisa 1 divide o amor da torcida com o raçudo Herrera e o atrevido Dentinho.Diante do Pacaembu lotado - deve bater recorde de público, com 37 mil torcedores -, Felipe, Alessandro, Chicão, William e André Santos; Cristian, Elias, Morais e Douglas; Herrera e Dentinho (o time ideal de Mano) podem garantir a festa da torcida no estádio após mais de 50 anos. Desde a conquista do Paulista de 1954, em cima do arqui-rival Palmeiras, o Corinthians não comemora algo expressivo em sua "casa."Como diz o samba-enredo da União da Ilha, de 1981, "é hoje o dia da alegria, e a tristeza nem pode pensar em chegar". O torcedor está crente na 13ª vitória em casa nesta Série B. Motivos não faltam. No Pacaembu, o Corinthians obteve 84,4% de aproveitamento, somando 38 dos seus 67 pontos, com média de 2,25 gols por partida. Segurar o ataque corintiano é uma tarefa nada fácil aos cearenses."Já li jornais de lá, que dizem que o Ceará vai vir participar da festa. O Lula Pereira (técnico) nem precisa fazer preleção, é só mostrar os jornais e mexer com o sentimento de seus jogadores", afirmou Mano, contrariado. "Não tem nada de festa, vamos tratá-los com respeito e entrar preparados, pois eles virão com tudo." O time, porém, já pensa na comemoração. "Será bom fazer a festa amanhã (hoje)", disse o confiante Herrera.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.