Corinthians começa 2011 sob pressão

Sem vaga direta na fase de grupo da Libertadores, time pode ver seu futuro no primeiro semestre definido em 20 dias

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2010 | 00h00

Início de ano é sempre mais tranquilo para os clubes grandes. Retornando das férias após desgastante disputa do Campeonato Brasileiro, voltam com times alternativos no Estadual, poupando suas principais peças nas primeiras rodadas. Para o Corinthians, porém, 2011 começa sob intensa pressão. Depois de deixar escapar o título nacional e até mesmo a vaga direta na fase de grupos da Libertadores, a equipe começará a próxima temporada com duelos decisivos. Num período de 20 dias, definirá sua vida no primeiro semestre.

A grande batalha será por vaga na fase principal da Libertadores. O time terá de decidir se integrará o Grupo 7, ao lado de Guaraní-PAR, Cruzeiro e o campeão argentino, em duelos com o terceiro representante colombiano. Hoje, pelas médias de pontuação, o rival seria o Tolima. Mas Once Caldas e Santa Fé também lutam pela vaga. "Isso (pré-Libertadores) não será problema para nós", garantiu o atacante Ronaldo, ainda no campo do Serra Dourada, domingo.

Na verdade, será uma verdadeira batalha. E decidida fora de casa, como anunciou a Conmebol ontem. O primeiro jogo acontecerá no Pacaembu, dia 26 de janeiro e a volta será na Colômbia, dia 2. Nessas datas, o Alvinegro tinha jogos agendados pelo Paulista, ambos em casa: enfrentaria Mogi Mirim (dia 26) e Ituano (dia 2). As partidas serão remarcadas.

Contudo, os jogos mais importantes na largada do Estadual, que pode ser a única esperança de título, caso haja um desastre na Libertadores, são os clássicos diante da Portuguesa, dia 16 de janeiro, e do Palmeiras, entalado na garganta após jogo sem esforços com o Fluminense, no dia 6 de fevereiro.

"Vamos trabalhar para ganhar títulos no ano que vem, buscar fazer uma boa Libertadores", garante o diretor de futebol Mário Gobbi. Numa conversa com o técnico Tite, o dirigente recebeu a lista de indicações para a próxima temporada. "Estamos com o planejamento pronto, agora é executá-lo", diz. Nele, está a manutenção dos titulares, exceção feita a Elias, negociado com o Atlético de Madrid e a contratação de cinco jogadores de expressão, que chegariam em condições de ser titulares.

O dilema da diretoria, contudo, é o de investir pesado e acabar eliminado ainda na pré-Libertadores, o que traria enorme prejuízo financeiro e poderia deixar o clube no vermelho no primeiro semestre. Na atual temporada houve a mesma coisa e o ano fecha sem nenhuma conquista. O clube não poupou esforços para trazer Roberto Carlos, Tcheco, Danilo e Iarley, todos com salários altos, e o máximo que conseguiu foi o terceiro lugar no Brasileiro.

Como será o ano da despedida de Andrés Sanchez, os dirigentes tentarão retribuir a confiança e apoio dos torcedores e fazer valer o que está escrito na página oficial do clube: "Maior que isso tudo." Adriano, da Roma, segue como grande nome para ser o goleador da temporada e, para a vaga de Elias, Cristian, negociado com o Fenerbahçe no meio de 2009, pode ser repatriado. Na reserva na Turquia, o jogador vem se oferecendo, já teria até conversado com Andrés e é visto com bons olhos pela torcida pela garra e luta em campo.

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