Corinthians confirma supremacia

Danilo marca e garante a 6ª vitória seguida sobre o São Paulo no Pacaembu; resultado deixa equipe de Tite com o moral elevado para estreia na Libertadores

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2012 | 03h02

O Corinthians vai estrear na Libertadores com o moral alto depois de vencer um disputado clássico contra o São Paulo, ontem, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. O cenário só não foi perfeito porque o placar de 1 a 0 não refletiu a história do jogo. O que poderia ter sido uma goleada transformou-se em mais uma vitória magra.

Perder gols em excesso quando consegue criar e jogar bem tem sido um problema que Tite precisa resolver o mais rápido possível.

O treinador tem um ás na manga. Ontem, não jogaram o meia Alex e os atacantes titulares Emerson e Liedson. Douglas reestreou, mas entrou só no fim. Adriano segue na mesma: não joga, mas está na Libertadores.

Se estes jogadores que não jogaram o clássico voltarem e Adriano, enfim, lembrar que é um jogador profissional, o Corinthians vai encorpar e brigar pelas duas competições. No Paulistão já divide a liderança com o Palmeiras (17 pontos). O desafio na Libertadores começa na quarta-feira, na Venezuela, contra o Deportivo Táchira.

A atuação do São Paulo comprova que seu treinador Emerson Leão estava certo. O Tricolor ainda não é um time. "Está em formação", analisou.

Pelo meio, Jadson ainda não comanda a equipe e Lucas, aquele que tinha certa obrigação de fazer o time andar, está empacado. Precisa destacar-se mesmo se estiver bem marcado. Nem sempre há espaços no campo para correr e enfileirar marcadores como ele gosta.

O lado esquerdo corintiano, com Jorge Henrique, Danilo e Fábio Santos, envolveu a defesa são-paulina e foi a chave do clássico.

Mas se havia candidatos a heróis, também cabia a um jogador o papel de vilão. João Filipe, zagueiro que joga improvisado na lateral direita, foi expulso no segundo tempo por falta violenta em Jorge Henrique.

O jogo. Danilo perdeu a primeira grande chance de abrir o placar, chutando em cima de Denis. Já Fábio Santos, fominha, teria contribuído mais com a equipe se tivesse passado a bola para Elton em vez de chutar para o gol. Willian e Elton jogaram fora bons contra-ataques, e Castán por pouco não marcou de cabeça.

O Corinthians só conseguiu abrir o placar pelo alto, num escanteio cobrado na segunda trave que, aos 21 minutos do primeiro tempo, deu a Danilo condição para cabecear e fazer 1 a 0.

Se o meio de campo corintiano funcionava, o do São Paulo era uma nulidade só. Casemiro e Cícero se preocupavam mais em destruir do que construir jogadas. E quando a bola chegava até Lucas, faltava criatividade.

O pênalti desperdiçado por Jadson só confirmou sua péssima atuação. Alessandro o colocava no bolso.

A surpresa foi Emerson Leão não ter mexido no time no intervalo. Mas não demorou muito para que o treinador são-paulino percebesse o problema, uma vez que seu time continuava sem pegada e criação. Aos 14, trocou três atletas de uma vez: Casemiro, Jadson e Willian José.

O problema é que, no mesmo minuto, João Filipe foi expulso ao derrubar Jorge Henrique. As mudanças, mesmo com um a menos, melhoraram o São Paulo. Com o Corinthians aconteceu o contrário: o time piorou com Gilsinho e Douglas. Fernandinho ainda teve chance de empatar num chute que quase surpreendeu Júlio César.

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