Corinthians deixa vitória escapar no Rio

Emerson Sheik abriu o placar no primeiro tempo, mas depois de uma linha de impedimento mal feita no final do jogo, Fred empatou para o Fluminense

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2012 | 03h06

É praticamente impossível em uma partida de futebol que uma defesa não falhe em nenhuma bola área contra um time que tem os cruzamentos como ponto forte. E uma falha, numa linha de impedimento já no final do jogo, tirou a vitória do Corinthians contra o Fluminense. Na primeira rodada do segundo turno, a partida no Engenhão terminou em 1 a 1, ontem à noite.

O Corinthians tinha como meta mais importante cessar a sequência de derrotas após dois clássicos (contra Santos e São Paulo), além de não sofrer gols (havia levado cinco em dois jogos). A série negativa foi interrompida, a solidez da defesa, não.

Aos 37 do segundo tempo, depois de um enxurrada de bolas áreas, a defesa corintiana tinha deixado Fred em impedimento, mas Edenílson, sozinho na beirada do campo, dava condições de sobra para o artilheiro. O gol sacramentou o empate.

A postura acuada trouxe consequência imediata na maneira e na forma de o Corinthians jogar. Um exemplo: para proteger o setor esquerdo de sua defesa e se resguardar das investidas de Wagner e Wellington Nem, Danilo dava o primeiro bote, e Ralf, quase um terceiro zagueiro, o segundo.

Assim, criava-se uma barreira que dava mais segurança a Fábio Santos, Wallace e Chicão. Tanta preocupação defensiva também tornou o primeiro tempo uma partida feia, truncada e marcada por duelos e provocações: Chicão x Fred; Fábio Santos x Wellington Nem; Emerson x Leandro Eusébio.

Se pelo meio, com a bola no chão, era quase impossível entrar na defesa corintiana, pelo alto a missão também não era fácil. Chicão estava esperto com Fred, apesar de ser mais baixo, e Cássio saía bem do gol.

Bem fechado, o Corinthians emplacou um bom contra-ataque e fez o gol com Emerson, aos 36 minutos. Gol que foi um retrato fiel da partida. Ralf cumpriu bem sua função de cão de guarda, roubou a bola de Wagner e lançou para Emerson Sheik que raramente não perdoa: gol, seu décimo na temporada.

Foi o único ataque certeiro em direção a Diego Cavalieri que o Corinthians fez em todo o primeiro tempo. Não havia sinal de Douglas, o armador, e inexistia um dos pontos fortes e uma das marcas corintianas: as subidas de Paulinho ao ataque.

Os onze corintianos continuaram marcando atrás da linha da bola no segundo tempo. Como o Flu de Abel não é nenhum exemplo de time ofensivo (atacava com muita lentidão e insistia na bola área), não havia espaço para o Corinthians puxar um contra-ataque e tentar definir o jogo. Foi aí que o Flu empatou.

Que domingo, diante do Atlético-MG de Ronaldinho Gaúcho, o Pacaembu veja um outro Corinthians, não tão obcecado por resultados em um campeonato que (para ele) não vale quase mais nada.

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