Corinthians e MP fazem acordo por arena

Prefeitura informou a definição da minuta do TAC referente à concessão do terreno em Itaquera

ALMIR LEITE, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2011 | 00h00

O principal entrave para o início das obras da Arena do Corinthians finalmente vai ser solucionado. A Prefeitura de São Paulo informou no início na noite desta quinta-feira a definição da minuta do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que envolve ainda o clube e o Ministério Público, referente à concessão do terreno em Itaquera. Além do estádio, o Corinthians vai dar contrapartidas sociais à cidade equivalentes ao valor de R$ 12 milhões.

O próximo passo é assinar o acordo, o que deve ocorrer nos próximos dias. "Recebi informações muito boas na noite de ontem (quarta) por parte do secretário (da Prefeitura para assuntos da Copa, Gilmar Tadeu Ribeiro). Está tudo bem encaminhado", disse o prefeito Gilberto Kassab (PSD) ao Estado, no final da manhã desta quarta. "As contrapartidas serão importantes para a cidade."

O TAC é necessário para que as licenças que viabilizam a construção sejam concedidas. A ação do MP deve-se ao fato de o Corinthians não ter cumprido o acordo de concessão, de 1988, em que se comprometia a construir um estádio em 5 anos.

A construtora Odebrecht quer iniciar as obras este mês, mesmo sem ter obtido ainda o financiamento de R$ 400 milhões da linha de crédito do BNDES. O Estado procurou a construtora, que não quis se pronunciar, mesma posição do promotor José Carlos de Freitas, que no início da semana dissera que a contrapartida seria de pouco mais de R$ 6 milhões.

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