Corinthians e Palmeiras em alta voltagem

Palmeiras e Corinthians fazem clássico em Presidente Prudente que vale a recuperação para o Palestra e a liderança do primeiro turno para o Alvinegro

Daniel Batista e Vitor Marques, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2011 | 00h00

O clássico Palmeiras e Corinthians nunca foi nem será só mais um jogo entre dois grandes rivais. Há sempre algo atípico, inusitado. Não importa o momento dos times. Hoje, a partir das 16 horas, em Presidente Prudente, não vai ser diferente. O jogo é de alta voltagem, clima de uma verdadeira decisão.

Os dois gigantes estão nas cordas. Precisam da vitória para pôr fim à instabilidade. O Corinthians vai mudar novamente a maneira de jogar na tentativa de confirmar a melhor campanha do primeiro turno e manter distância do Flamengo - hoje a diferença entre os dois está em apenas dois pontos.

Ao Palmeiras, mandante do jogo, não interessa outro resultado que não seja a vitória porque, caso contrário, a distância para o líder e rival, que já é de oito pontos, ficará ainda maior. "Se a gente pensa em ficar com uma vaga na Libertadores, precisa somar pontos. Não há outro jeito", afirmou Felipão, ressaltando a importância de uma vitória hoje.

A favor, por incrível que possa parecer, o bom ambiente no time que vem de uma eliminação na Sul-Americana para o Vasco, após ter vencido o jogo por 3 a 1. "Temos de repetir o bom desempenho do jogo contra o Vasco. A gente vai de cabeça erguida enfrentar o Corinthians após esta desclassificação", afirmou o goleiro Marcos.

Tite está pressionado - a diretoria do clube foi ao treino na quinta-feira enquadrar os jogadores - e também não pensa muito diferente de seus adversários. É vencer ou vencer. "Temos de ser mais efetivos lá na frente para fechar esse turno em primeiro lugar", reforçou Tite na sexta-feira.

Suspenso pelo STJD, Felipão comandará o Palmeiras das cabines do Estádio Prudentão. O seu auxiliar Flávio Murtosa será o chefe à beira do campo. "Preferia o Luiz Felipe no banco, o espetáculo é de todos", disse Tite, aparentemente sem ironia, apesar de terem se tornado desafetos. "Eu falo muito, então não tenho mais o que falar", rebateu Felipão, que disse não ter nada contra o técnico corintiano.

Rivalidade. O atrito entre os dois é outro ponto de rivalidade no clássico. A história começou no início do ano, com uma declaração de Felipão, que disse que perderia um clássico para salvar o emprego de Tite, com a cabeça a prêmio por causa da eliminação na Libertadores para o Tolima. Isso aconteceu no jogo do primeiro turno do Campeonato Paulista.

Deu Corinthians por 1 a 0. No segundo clássico entre as duas equipes este ano, na semifinal do Estadual, nova polêmica: Felipão foi expulso, Tite ironizou o comportamento do rival à beira do campo, e o Corinthians venceu nos pênaltis e foi para a final.

Entre os jogadores nenhuma rusga. Nem mesmo com Kleber, exposto pela maior torcida do Corinthians, que divulgou ficha que comprova sua filiação à facção organizada. Ontem, ironicamente os corintianos gritaram seu nome no desembarque do Palmeiras em Presidente Prudente. "El, el, el, Kleber é da Fiel", cantaram. O jogador, que usava um fone de ouvido, passou reto e ignorou o cântico.

Mistérios dos dois lados. Polêmicas à parte, Felipão e Tite resolveram surpreender. O palmeirense divulgou a lista dos relacionados com Maikon Leite, mas o atacante sequer viajou por sentir dores musculares. Assim como Paulo Henrique, lateral que poderia ser o substituto de Cicinho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Márcio Araújo deve ficar com a vaga. A outra surpresa foi a presença de Fernandão na delegação. Ele não foi apresentado oficialmente, mas tem grandes chances de ir para o jogo.

No Corinthians, Tite mudou o esquema tático, mas em momento algum anunciou se iria jogar Danilo ou Alex. Ontem mesmo o mistério foi desfeito. Alex não viajou com a delegação, por causa de uma inflamação na coxa direita.

 

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