Corinthians já planeja time forte

Presidente Andrés Sanchez viaja nesta semana para a Europa atrás de reforços de peso: Deivid é prioridade

Marcel Rizzo e Vítor Marques, O Estadao de S.Paulo

27 de outubro de 2008 | 00h00

No ano da volta à Série A, conquistar uma vaga na Libertadores. Essa é a meta que o Corinthians traçou para 2009. E o primeiro passo já foi dado: a permanência de Mano Menezes. O planejamento para a próxima temporada está definido. Com a base do time que garantiu o acesso, e alguns reforços, o treinador acredita que tem condições de competir de igual para igual com os grandes já no Campeonato Paulista, ao contrário do que ocorreu este ano, quando Mano usou o Estadual como "laboratório" para a Série B.A Copa do Brasil, que dá vaga à Libertadores, é prioridade no primeiro semestre. Neste ano, o Corinthians falhou na final contra o Sport. O sonho da diretoria é obter uma vaga para a Libertadores de 2010, ano do centenário do clube.Diferentemente de 2008, quando foi preciso uma reformulação total no elenco, o treinador pretende priorizar a qualidade - e não contratar aos montes. "Precisamos de jogadores diferenciados." O presidente Andrés Sanchez, que prometeu um Corinthians "forte em 2009", viaja nesta semana à Europa com a meta de contratar atletas para os setores considerados mais carentes: defesa e ataque.O desejo do dirigente é acertar com Deivid, do Fenerbahçe, da Turquia. O atacante, que se recupera de contusão, tem contrato com o clube turco até o meio de 2009. O Corinthians tentará um acordo para que ele seja liberado mediante o pagamento de empréstimo.Há um plano B, caso a negociação com Deivid não dê certo. É Leandro Amaral, do Vasco. Contra o vascaíno, está sua passagem apagada pelo clube em 2003. Kléber Pereira, do Santos, também já foi sondado. Na lista de reforços estão dois argentinos: Escudero, do Argentinos Juniors, e Killy González, do Rosário Central.HERRERA FORA?A animação de Herrera para permanecer no Parque São Jorge em 2009 contrasta com o pessimismo de Andrés. Na sexta-feira, o atacante contou que já acertou salário e tempo de contrato com o Corinthians: três anos. Só que o Alvinegro precisa comprá-lo - e aí complica a ponto de o presidente dizer que acha improvável que o argentino permaneça no clube."Os direitos do Herrera estão divididos, parece uma pizza fatiada, é muito complicado", admitiu o dirigente. O Gimnasia de La Plata detém 50% do jogador, enquanto o San Lorenzo e o empresário Raúl Delgado dividem a outra metade.O Corinthians conseguiu até uma barganha: em vez de pagar US$ 3 milhões (algo como R$ 6,8 milhões), valor que consta no contrato de empréstimo, pagaria metade. Só que a cotação das seis parcelas do valor acertado fez com que os "proprietários" de Herrera batessem cabeça. San Lorenzo e Delgado topam fixar o dólar entre R$ 2,10 e R$ 2,30. O Gimnasia, que detém o vínculo definitivo do atleta e precisa assinar a transferência, prefere arriscar e quer receber a parcela na cotação do dia.

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