Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE

Corinthians joga por título simbólico

Se vencer o Figueirense no Pacaembu, hoje à noite, time paulista garante a melhor campanha do primeiro turno

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2011 | 00h00

O cenário que há três dias se desenhava nebuloso se transformou num panorama favorável e promissor ao Corinthians. Se vencer o Figueirense, às 18 horas, no Pacaembu, voltará abrir vantagem na liderança do Brasileiro e conquistará antecipadamente o simbólico título de campeão do primeiro turno.

Parece pouco. Mas é muito para uma equipe que entrou em campo na última rodada pressionada pelo resultado positivo.

Não só venceu, após de estar perdendo por 2 a 0 para o Atlético-MG, como viu, um dia depois, os concorrentes Flamengo e São Paulo tropeçarem.

"Não gosto de torcer para os outros perderem. Nem assisti a esses jogos, vi o compacto depois", disse Tite. "Sei que é um campeonato difícil e que as situações acontecem muito rápido."

O Corinthians, com 37 pontos, pode chegar a 40 hoje, seis a mais que o Flamengo. Ainda que perca o clássico contra o Palmeiras, na última rodada, terminaria o primeiro turno na liderança pelo número de vitórias.

No ano passado, o Fluminense, que acabou sendo o campeão, terminou o primeiro turno com 38 pontos - aproveitamento de 66,7%.

Na história dos campeonatos de pontos corridos - desde 2003 -, o time que terminou o primeiro turno na frente não ganhou o título somente em duas edições.

"É um parâmetro consistente. Dá trabalho e confiança. E quero que esse índice de aproveitamento (agora de 73%) extraordinário esteja sempre conosco."

Tite comemorou demais ter mantido a ponta porque passou por momentos difíceis no campeonato, muito por causa dos desfalques que a equipe sofreu.

Ontem, num desabafo, listou os problemas que, segundo ele, abalaram a equipe: "Perdemos três laterais-esquerdos, usamos nossos três goleiros, o Alessandro ficou fora, e tive um centroavante que foi operado."

Afagos da diretoria. Com a vitória em Minas Gerais, Tite ganhou muitos pontos com a diretoria ao acertar na substituição que fez na partida contra o Atlético-MG, trocando um lateral por um atacante.

Passou a receber elogios em vez de críticas por não trocar "seis por meia dúzia", segundo dirigentes. E salvou a sua pele com a vitória, já que havia três rodadas que o time não vencia.

"Foi uma situação específica de um jogo, e que deu certo porque os atletas fizeram bem suas funções: o Emerson entrou bem, e o Jorge fez a lateral. Não foi só mérito do técnico."

Obstinado pela repetição, ele disse que vai manter o esquema que começou o jogo em Minas, mas não descartou que possa começar uma partida com Jorge Henrique de lateral-esquerdo.

"A equipe vai manter o sistema 4-2-3-1. É a forma que vínhamos jogando. Fica o pepino para o técnico descascar. São quatro vagas para cinco atletas em grande momento."

A única alteração em relação à equipe que venceu o Atlético-MG será a volta de Chicão.

Alessandro está confirmado na lateral-direita, e Welder continua na esquerda, já que Ramon e Fábio Santos estão machucados.

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