Corinthians leva sua agonia ao Pacaembu

O Corinthians está cambaleando, levando surra atrás de surra e prestes a ir ao chão no Brasileiro. Evitar o nocaute numa competição longa e na qual jamais mostrou poder de reação e significa vencer o Figueirense hoje, às 17 horas, no Pacaembu. Um novo golpe pode se transformar na derrota mais frustrante para a equipe em seus 97 anos de história. Ficaria muito próximo do rebaixamento para a Série B e só escaparia com milagre.Mas como no mundo do boxe existem várias lições de superação, o time confia em ainda sair vencedor nos últimos seis rounds (rodadas) para o término da competição. Para isso, precisa agredir os rivais, partir para cima e evitar surpresas. ''''Vamos nos postar bem defensivamente e partir firme para os contra-ataques'''', diz o técnico Nelsinho Baptista, que passou a semana inteira preparando o poder ofensivo corintiano para encaixar golpes certeiros no Pacaembu.A torcida será outro fator a favor do esforçado e sem técnica time preto e branco. ''''Vontade e raça não vão faltar. Nossa torcida tem de fazer como a do Náutico, lotar o estádio e incentivar'''', prega o goleiro Felipe. Trabalhar bem os golpes, se movimentar com freqüência, jamais baixar a guarda e sempre acreditar na vitória são termos habituais no esporte de luvas. Foram, mesmo sem querer, adotados pelos corintianos para sua luta de peso pesado adormecido frente a médios-ligeiros ligados. ''''Não podemos mais ficar na defensiva. Temos de dar uma porrada no Figueirense'''', afirma Vampeta, que servirá de orientador no córner (banco de reservas).Os maiores exemplos de volta por cima no boxe vêm da seqüência de Rocky, de Sylvester Stallone. Ele sempre apanha durante todo o filme e, no fim, acaba premiado pela determinação, a aposta corintiana. ''''Se não dá na garra, tem de ser na raça, na luta'''', fala Felipe.E a promessa é de arena (estádio) lotada. São aguardados 30 mil fanáticos. ''''Nossos jogadores precisam de apoio e pode ser em forma de cobrança também'''', enfatiza Nelsinho. Promessa de um round quente.

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

28 de outubro de 2007 | 00h00

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