Corinthians leva susto, mas ganha na raça

Equipe mostra a conhecida determinação, faz 2 a 1 no Oeste e espera Palmeiras ou Mirassol nas semifinais

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2011 | 00h00

Em jogo único, e por isso cheio de armadilhas, o Corinthians honrou a tradição de seu padroeiro - e a sua própria, de precisar da raça. No dia de São Jorge, evitou se chamuscar demais nas armas de adversário que não tinha nada a perder no Pacaembu. Demorou um pouco mais que o previsto, mas enfiou a lança no peito do Oeste, venceu por 2 a 1 e conseguiu classificação para as semifinais do Paulista.

"Jogamos bem, na única falha tomamos o gol. Mas deu para recuperar, o que é importante. Não podemos cometer erros assim na semifinal", disse Liedson, autor do primeiro gol.

O Corinthians agora aguarda o vencedor de Palmeiras e Mirassol, que voltam ao mesmo palco hoje. A expectativa, claro, é de clássico. Mas os corintianos adotam postura do "venha quem vier". O importante é que o time, que havia se desconcentrado nas últimas rodadas da primeira fase e tropeçado, se reencontrou com a vitória. Em alguns momentos, até entusiasmou os mais de 31 mil torcedores que foram ao estádio - 28.025 pagantes.

O time de Tite começou fazendo tudo certo. Principalmente porque abriu cedo o placar, o que é meio caminho andado em jogo único e eliminatório. Numa bela triangulação entre Dentinho, Paulinho e Liedson, aos nove minutos, o centroavante reencontrou-se com as redes após passar três partidas em jejum. "Eram só três jogos, não sei por que estavam me cobrando tanto. Jejum pequeno não incomoda", declarou o jogador, que marcou seu 11º gol na competição.

Mas só é jogo decisivo do Corinthians se tem susto. E ele ocorreu aos 47 minutos do primeiro tempo. Júlio César cobrou um tiro de meta na cabeça de adversário, que rapidamente ligou contra-ataque. Fábio Santos, vice-artilheiro do campeonato, marcou seu 10.º gol num chute de fora da área, nova falha do goleiro corintiano, que se enganou com o quique da bola.

O Corinthians sentiu o baque. Voltou para o segundo tempo nervoso. Parecia que tudo pioraria quando Dentinho saiu de campo passando mal. Willian entrou no seu lugar. E o substituto parece que entrou munido da lança de São Jorge. Porque marcou provavelmente o gol mais bonito da equipe no campeonato.

Aos 20 minutos, o atacante de 24 anos deu um incrível "drible da vaca" no zagueiro e um chute potente no ângulo do goleiro Fábio. Uma explosão de alegria e alívio no Pacaembu. É claro que o sufoco não acabaria ali. O Corinthians continuou dando espaço para o rival. E sem aproveitar suas chances. Mas prevaleceram os corintianos. Na raça, na técnica, do jeito que pôde.

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