Corinthians merecia mais do que o empate

Mesmo com seis desfalques, o time atacou mais do que o Santos no Pacaembu

RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2012 | 02h08

Mesmo sem seis jogadores (Ralf, Paulinho, Fábio Santos, Martínez, poupados, Chicão e Douglas, suspensos), o Corinthians se comportou bem diante do Santos em seu penúltimo teste antes do Mundial. A Fiel não foi presenteada com uma vitória no último jogo da equipe como mandante antes da viagem para o Japão, mas viu um time aguerrido, que conseguiu um empate por 1 a 1 diante de um adversário forte defensivamente para compensar a ausência de Neymar.

O resultado mantém o Corinthians na quinta colocação do Campeonato Brasileiro com 57 pontos, já que o Vasco empatou por 1 a 1 com o Flamengo. O Santos é o nono, com 50.

No embalo da Fiel, o Corinthians partiu para cima do Santos e antes dos dez minutos já havia criado duas boas chances, que só não se transformaram em gol porque Guerrero e Romarinho falharam no arremate.

Pressionando a saída de bola do Santos, o Corinthians ditava o ritmo de jogo. Edenílson era peça-chave no esquema de Tite porque cabia a ele fazer a transição entre o meio de campo e o ataque toda vez que o adversário, sem opção, rifava a bola.

O Santos era um time inofensivo. Apesar de, assim como o Corinthians, também ter três atacantes, a bola não chegava nos homens de frente. A situação só começou a mudar a partir dos 30 minutos, quando Muricy Ramalho acertou a marcação e tirou a liberdade de Edenílson.

No ataque, André deixou de jogar enfiado entre os zagueiros e passou a atuar mais fora da área. E foi assim que o Santos abriu o placar. Aos 35 minutos, o atacante tabelou com Felipe Anderson, que ganhou de Anderson Polga na velocidade e chutou entre Cássio e a trave.

O Corinthians poderia ter feito o gol de empate aos oito minutos do segundo tempo se Emerson não sentisse tanto a falta de ritmo de jogo - o atacante ficou mais de um mês fora da equipe por causa de uma lesão no joelho direito e voltou apenas semana passada, quando atuou parte do segundo tempo da vitória sobre o Internacional.

Emerson até que iniciava bem as jogadas, mas na hora de definir falhava feio. Foi assim, por exemplo, quando dominou a bola com estilo dentro da área e, sem marcação, chutou muito mal por cima do gol. Sheik também atrapalhou o time ao insistir em várias jogadas individuais quando a melhor opção era tocar para um companheiro mais bem posicionado.

O tempo ia passando e a paciência da Fiel se esgotando. Aos 20 minutos, boa parte do público começou a gritar o nome de Jorge Henrique. A esperança era que o atacante saísse do banco e pudesse mudar a história do clássico, já que o Santos estava bem postado na defesa. Para complicar ainda mais, os santistas faziam de tudo para amarrar o jogo - André chegou a levar um cartão amarelo.

Quando Tite resolveu atender aos apelos da Fiel e sacou Guilherme Andrade para a entrada de Jorge Henrique, faltavam apenas 15 minutos para o apito final. A essa altura, Muricy já havia aumentado a proteção ao gol de Rafael ao substituir Patito Rodriguez por Adriano.

Mas Jorge Henrique é o típico jogador que gosta de jogar - e decidir - clássicos. Foi do seu pé direito que saiu o gol de empate. Aos 34 minutos, ele cobrou falta e levantou a bola com precisão na cabeça de Wallace.

Sete minutos depois, Romarinho ainda sofreu pênalti de Bruno Rodrigo que o juiz Raphael Claus ignorou. O lance poderia ter dado a vitória ao Corinthians. Mas o placar pouco importa. O que a Fiel queria mesmo era se despedir dos ídolos.

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