Corinthians. O jogo!

Na próxima quarta-feira, dia 4 de julho de 2012, o Corinthians entra em campo para disputar a partida mais importante de sua rica e centenária história. No Pacaembu, a equipe do Parque São Jorge faz o segundo e decisivo jogo da final da Taça Libertadores da América contra o Boca Juniors, da Argentina.

Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h07

Tenho plena consciência de que uma afirmação como essa é prato cheio para contestadores. Não é fácil dizer que determinado jogo é o mais importante na história de um clube, seja ele qual for.

E no caso de um clube tradicional como o Corinthians, cuja história é recheada de grandes e emocionantes passagens, a missão é ainda mais complicada. Rapidamente podemos recordar exemplos dessa dificuldade: o gol de Basílio na final do Campeonato Paulista de 1977, talvez o lance mais famoso e emblemático da trajetória corintiana, que simbolizou o fim de uma sofrida fila de 22 anos sem títulos.

Também não se pode esquecer a festa pelo título do 4.º Centenário, em 1954, ou de 1990, ano do primeiro troféu de campeão brasileiro. Fazem parte da lista o bicampeonato paulista de 1982 e 1983, quando Sócrates, Casagrande e Zenon comandavam a polêmica e marcante "Democracia Corintiana", o bicampeonato brasileiro de 1998/1999 e o Primeiro Mundial de Clubes da Fifa, em 2000. Todos momentos brilhantes, que serviram para moldar a identidade e alimentar a paixão desenfreada do corintiano.

A possibilidade de vencer a Libertadores, porém, não representa apenas o alívio de conquistar um título já festejado por todos os rivais. Significa manter o caminho aberto para derrubar uma das famas que mais incomoda o corintiano: a tal falta de conquistas internacionais, o tal passaporte.

Não sei se o Corinthians levantará a taça da Libertadores. Mas se o fizer, tem um candidato a herói. O que é Romarinho? Após doi sgols contra o Palmeiras, o que foi aquela categoria, aquela tranquilidade para definir a jogada, empatar o jogo e calar a ensurdecedora La Bombonera? Um herói improvável, a cara do Corinthians.

Sim, foi um empate que deu confiança aos corintianos e levou preocupação aos argentinos. E para ficar com o título no Pacaembu e transformar o 4 de julho no dia mais importante de sua história, o Corinthians precisa, simplesmente, ser Corinthians. Ah, e claro, marcar melhor Riquelme que, felizmente, não estava inspirado ontem.

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