Corinthians recebe um merecido castigo

Time teve o jogo nas mãos, mas pecou pela falta de objetividade e acabou levando o empate do Mogi no fim da partida

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2012 | 03h08

O Corinthians teve o jogo nas mãos, e a vitória poderia ter sido a mais fácil no Estadual. Mas acabou escapando. O empate diante do Mogi Morim, em Mogi, por 1 a 1 foi o pior resultado da equipe em seis jogos no Campeonato Paulista. Primeiro porque o time saiu na frente aos 13 minutos de jogo. E em segundo lugar porque, a partir daquele momento, o Corinthians ficou com um jogador a mais em campo.

Mas o time de Tite não tirou proveito de nada disso. O Corinthians achou que conseguiria a vitória da pior maneira possível: "administrando" o jogo.

O castigo bem dado veio aos 41 do segundo tempo, quando Hernane aproveitou o rebote de Júlio César e empatou a partida.

Não foi só objetividade que faltou ao Corinthians. Mas inteligência. Jogar pelo lados é a melhor que se faz, principalmente com um homem a mais em campo. Mas não cruzando pelo alto. Nem Liedson e muito menos Emerson cabeceiam bem.

De que, então, adianta cruzar a bola de um lado para o outro? Num dos lances, Liedson cabeceou, mas o goleiro defendeu. No outro, ajeitou a bola para Castán, mas o zagueiro não acompanhou o lance.

Foram as chances mais perigosas do Corinthians no primeiro tempo, após ter feito 1 a 0, de pênalti, aos 13 minutos.

Como o lateral do Mogi foi expulso no lance, esperava-se que o Corinthians deslanchasse.

Alex e Danilo inverteram o posicionamento em campo, mas isso surtia pouco efeito.

Emerson produzia uma outra jogada de efeito, mas sua participação se limitava à cobrança de pênalti bem feita no canto direito do goleiro.

Paulinho, depois de ter feito a melhor jogada do time, parou de subir ao ataque. Foi dele a arrancada pela direita que originou o pênalti bizarro, com o lateral do Mogi se jogando no chão para impedir que a bola cruzasse a linha.

O problema não é o resultado em si. Mas a atuação do Corinthians, já na sexta rodada, deveria ser mais convincente. Afinal, praticamente todos os titulares estavam em campo - só Chicão e Alessandro ficaram de fora.

Ralf, Paulinho, Danilo, Alex, Emerson e Liedson. Esses seis jogadores são o que o Corinthians tem de melhor.

Se eles não estão bem, seja técnica ou fisicamente, contra o Mogi, vão estar bem semana que vem contra o Táchira? A Libertadores bate à porta.

Tite mudou as peças no segundo tempo. Primeiro sacou Danilo e colocou Jorge Henrique, numa tentativa de tornar o time mais veloz e abrir mais espaço na defesa do Mogi, que, com um a menos, se defendia e apostava nos contra-ataques.

Alex, por pouco, não ampliou aos 20, batendo falta perigosa, depois de uma jogada trabalhada entre ele e Liedson.

Alterações sem efeito A segunda tentativa de Tite para mudar as pasmaceira de seu time foi tirar seus atacantes, claramente já sem gás, por jogadores descansados. Saíram Liedson e Emerson e entraram Elton e Edenílson.

Também não se viu melhora na equipe, e o Mogi Mirim especulou no ataque. Num chute de longe de Roni, Júlio César deu rebote e Hernane, artilheiro do Estadual com sete gols, tocou paras as redes: 1 a 1.

Pior que o resultado, a imagem que o Corinthians deixou para o clássico de domingo e para a estreia na Libertadores foi péssima. Mas talvez seja disso que o time precisa: um jogo realmente importante para alguns jogadores acordarem.

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