Corinthians reserva perde outra e está só na lanterna

Derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta é a quarta em cinco rodadas e time tem apenas um ponto neste início de disputa

GONÇALO JÚNIOR, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2012 | 03h02

Depois de provocar a maior decepção corintiana no ano - eliminação nas quartas de final do Campeonato Paulista -, a Ponte Preta reafirmou sua condição de pedra no sapato e venceu o time reserva do Corinthians, por 1 a 0, neste domingo, 17, em Campinas. Sem ganhar no Campeonato Brasileiro, a equipe de Tite permanece na lanterna, com quatro derrotas e um empate. Todas as fichas estão definitivamente colocadas na Libertadores. A Ponte conseguiu sua primeira vitória.

"Queríamos pelo menos um ponto, mas eles jogaram melhor. A Libertadores vai acabar e não podemos estar muito distantes dos primeiros", disse o goleiro Julio Cesar.

A única boa notícia para o Corinthians é que Willian tem condições de substituir Emerson (suspenso) para o jogo decisivo contra o Santos, no Pacaembu. Apesar de alguns erros de finalização, o reserva mostrou boa movimentação e criou opções de ataque. Saiu no começo do tempo, provavelmente para se poupar para a guerra de quarta-feira.

Elton, o outro concorrente, fez pouco ontem e continua com pontuação baixa na disputa; Liedson, que foi preterido pelo recém-contratado Romarinho no começo do segundo tempo e só entrou na reta final, parece ser o plano C do técnico Tite.

Com os olhos fixos no torneio sul-americano, os corintianos escalaram mais uma vez o time B. Apesar de eles treinarem diariamente com os titulares e ouvirem a mesma ladainha de Tite - marcação, coletivismo e foco -, o Corinthians foi um rascunho da equipe da Libertadores.

Sem exagero, apenas o escudo da camisa era o mesmo. O problema maior não foi o previsível desentrosamento. Lucidez e organização não entraram em campo ontem.

Tite não mudou seu estilo. Continuou com gritos estridentes e os olhos esbugalhados. Seus recados, no entanto, eram outros. Acostumado a discutir equações do segundo grau com o time A, teve de voltar à tabuada no jogo de ontem. Ele tentava aproximar o meio e o ataque, estanques e sem articulação, para tentar criar uma jogada lúcida. O máximo que conseguiu foi uma enfiada de Douglas que Willian desperdiçou, aos 30.

Com um jogo dinâmico e veloz, o time do interior dominou o primeiro tempo e poderia ter marcado em dois lances se o atacante Roger cabeceasse com os olhos abertos. A terceira chance não foi desperdiçada: Aos 41, Roger escorou o cruzamento de Cicinho e André Luís cabeceou só.

Até agora não se falou de talento porque ele realmente não apareceu. As mudanças de Tite - Romarinho, Adílson e Liedson - não fizeram brisa no estádio.

A Ponte poderia ter feito o segundo se Roger chutasse com os olhos abertos: aos 12, ele perdeu um gol incrível, na pequena área.

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