Corinthians resolve esconder o time

Mano usa de mistério para surpreender o São Paulo

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

17 de abril de 2009 | 00h00

Vale tudo para chegar às semifinais do Paulista. E o técnico corintiano Mano Menezes já iniciou a guerra de estratégias, o jogo de palavras e de esconde-esconde para tentar ganhar alguma vantagem sobre Muricy Ramalho. Apesar de amigos dos tempos de Porto Alegre, adotaram o "bateu, levou" e estão trocando farpas desde domingo após o primeiro jogo."Se eu fosse o Muricy, também falaria aos meus jogadores que iremos à final. Mas há uma distância muito grande entre falar e fazer", disse Mano, ao rebater o fato de o são-paulino garantir seu time com o Palmeiras na final. Ambos terão de vencer para se classificar. "Eles realmente precisam de uma vitória simples, porém vão encarar um adversário que ainda não perdeu na temporada (23 jogos de invencibilidade) e disposto a acabar com o exercício de futurologia do Muricy." O zagueiro William foi ainda mais longe: "Se o Muricy entendesse de futurologia, já teria ganhado na loteria."Para o primeiro jogo da semifinal, vencido pelo Corinthians por 2 a 1, Mano chegou a divulgar escalação com 13 jogadores. Fabinho e Boquita apareceram na lista. Durante os preparativos, deu a entender que usaria o volante. Utilizou três na frente.Agora, novamente apelará para o mistério. Desta vez, com reais possibilidades de sacrificar um atacante para a entrada de outro jogador no meio. Boquita, por exemplo, não enfrentou o Misto, enquanto Jorge Henrique participou quase dos 90 minutos. Essa seria a troca provável. Fabinho corre por fora. "Esconder o jogo não é o determinante, mas atrapalha", afirmou Mano. "Eu gosto de saber como os adversários vão jogar com dois dias de antecedência, pois trabalho variações de jogadas e de marcação", observou. "E, como técnico do Corinthians, tenho de pensar no melhor para o time. Domingo, dificilmente algo será novidade, mesmo assim, buscarei dificultar o rival." Mano não deixa provocação sem resposta, mas pede aos atletas que evitem entrar na "pilha" do São Paulo. Os corintianos esgotaram os 3,5 mil bilhetes de arquibancada.

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