Corinthians sobe mais um degrau

Como Tite queria, seu time já está entre os dez primeiros ao despachar o Cruzeiro sem sustos ontem no Pacaembu

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h04

Aos poucos o Corinthians vai ganhando terreno no Campeonato Brasileiro. Ontem, no Pacaembu, obteve a quarta vitória na competição ao fazer 2 a 0 no Cruzeiro. Um resultado que, em termos de classificação, não representou grande avanço - com 15 pontos, o time ganhou duas posições, está em 10.º, mas pode ser superado hoje pelo Flamengo. Mas valeu pela personalidade demonstrada, além da conhecida aplicação tática.

O jogo marcou a estreia do atacante peruano Paolo Guerrero. Ele entrou aos 41 minutos da etapa final, sem tempo para fazer alguma coisa. Pelo menos, foi "batizado''.

O Cruzeiro fez uma partida bem abaixo do que poderia, é verdade, notadamente na etapa inicial. A maneira como o Corinthians se comportou foi fundamental para que os mineiros quase não andassem em campo.

O primeiro tempo foi todo do Corinthians. Com velocidade, objetividade e movimentação constante, dominou a partida com facilidade. Acuado, o Cruzeiro não conseguia articular jogadas. Limitava-se a tentar se defender, mas o fazia de maneira atabalhoada e, por vezes, com violência.

O campeão da Libertadores, no entanto, falhava muito nas bolas alçadas sobre sua área. Nesses lances, os zagueiros Chicão e Paulo André se posicionavam mal e Cássio saia equivocadamente do gol.

Em um desses erros, o Cruzeiro teve sua única chance na etapa, aos 20 minutos. Após um escanteio e vacilo da zaga e com Cássio perdido, Leandro Guerreiro tinha o gol livre à sua frente. Desajeitado, bateu para fora.

Naquela altura, o Corinthians já havia chegado com perigo algumas vezes e, dois minutos após ter tomado o susto, fez seu primeiro gol. Jorge Henrique invadiu a área e foi derrubado por Sandro Silva, num pênalti bobo. Chicão cobrou rasteiro, no canto direito de Fábio, e marcou.

Detalhe: Sandro Silva já tinha cartão amarelo e poderia muito bem ter sido expulso. O juiz Leandro Vuaden, porém, foi complacente com o volante. O técnico Celso Roth não. Aos 27 minutos, substituiu-o pelo atacante Fabinho.

O Corinthians manteve o domínio, teve duas oportunidades com Romarinho, mas a pontaria descalibrada e uma boa defesa de Fábio impediram a ampliação do placar ainda na etapa.

Os 10 primeiros minutos do segundo tempo foram iguais aos 45 iniciais. O Corinthians continuou em cima do Cruzeiro, obrigando o adversário a recuar. Uma diferença, porém, pôde ser notada. Montillo, o articulador das jogadas dos mineiros, "acordou'', passando a se movimentar mais e a tentar as jogadas.

Principalmente por conta disso, e também por adiantar um pouco a marcação, com passar do tempo o Cruzeiro foi ganhando terreno e começou a chegar mais perto da área dos paulistas.

O jogo, então, ficou equilibrado. O Corinthians teve de se posicionar de maneira mais precavida. Mas não deixou de buscar as jogadas ofensivas e poderia até ter feito o segundo gol antes, se Romarinho conseguisse dar direção às suas cabeçadas.

O Corinthians, naquele momento, já buscava atrair o Cruzeiro para explorar os contra-ataques. Criou duas boas chances, mas só ampliou aos 48 minutos. Um golaço que Paulinho se deu de presente no dia em que completou 24 anos. Ele acertou o ângulo de Fábio, num belo chute de fora de área.

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