Corinthians tem hoje a grande prova

Time faz duelo decisivo com o Cruzeiro, às 19h30, no Pacaembu, e precisa mostrar de novo a força exibida contra equipes de ponta durante a competição

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2010 | 00h00

Para ser aprovado, um aluno precisa tirar boa nota em todas as matérias. O Corinthians vem bem no Campeonato Brasileiro, brigando pelo topo da tabela desde a primeira rodada, graças a seu desempenho diante dos principais candidatos ao título: depois de somar vitórias contra Fluminense, Santos, Internacional, Grêmio, São Paulo e Palmeiras, as forças do País, ao longo da competição, a equipe faz hoje sua última grande prova. Às 19h30, no Pacaembu, encara o Cruzeiro em duelo decisivo para mostrar quem seguirá na luta pela taça com o líder Fluminense.

O ganhador ainda poderá dormir na ponta, já que os cariocas só entram em campo amanhã, diante do Goiás, no Rio. "Desde que assumimos, todos os jogos têm sido decisivos. Primeiro se não vencêssemos o Palmeiras, estaríamos alijados da briga, depois, se não ganhássemos do São Paulo, a equipe não estaria onde está. É pau todo jogo e, quando o adversário está na briga, vira uma decisão maior ainda", enfatiza o técnico Tite. Corinthians e Cruzeiro somam 60 pontos, um atrás do líder, e o Alvinegro leva vantagem apenas no saldo.

Para um duelo tão equilibrado, Tite festeja ter dois aliados para a árdua tarefa: os 35 mil corintianos que estarão no estádio e o fato de contar com todos os titulares. "Acredito que todos os líderes ainda vão perder pontos, Para esse jogo, a gente leva uma considerável vantagem, que é ter todo o grupo. Esse pode ser o diferencial, pois um time não ganha campeonato, mas um grupo todo à disposição pode fazer diferença", ressalta. "E o torcedor é uma das forças que o Corinthians tem", elogia.

Ronaldo faz seu sexto jogo seguido e Jorge Henrique, que só voltaria em 2011, já ficará no banco. "O Corinthians tem um belo elenco, mas seu diferencial é o equilíbrio", diz Tite, revelando a fórmula do sucesso, já que somou 10 dos 12 pontos disputados, "Sem bola todos têm de participar e, com ela, todos precisam dar sua parcela de contribuição. Aqui, até o Ronaldo marca, preenche espaço, retira oportunidade de saída do adversário."

O Fenômeno virou pivô sob o comando de Tite, servindo o time. E explica que agora joga de acordo com o que seu corpo aguenta. "Isso (a mudança) foi natural, estou me adaptando à minha velocidade. Claro que a tenho ainda, mas menos do que antes, Eu corria muito mais. agora corro menos e jogo cortando caminho", afirma o camisa 9.

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