Corinthians tem outro sábado feliz

Na 4.ª rodada na Segundona, time chega à 4.ª vitória: 2 a 0 no Fortaleza

Antero Greco, O Estadao de S.Paulo

31 de maio de 2008 | 00h00

A Série B costuma ser sinônimo de sofrimento e humilhação. Mas há quem absorva logo o período de ostracismo e se divirta enquanto espera o retorno à elite. É o que acontece com o Corinthians. Meses depois da queda, conseguiu transformar as tardes de sábado em motivo de divertimento. Para não quebrar a rotina, ontem fez 2 a 0 no Fortaleza e alcançou, no Pacaembu, a 4.ª vitória em 4 rodadas.O Corinthians encarou o duelo com os cearenses como uma rotineira etapa de preparação para os jogos decisivos contra o Sport pela Copa do Brasil. A situação na Segundona está tão tranqüila que Mano Menezes deu folga para titulares como Chicão, Dentinho, Diogo Rincón, Herrera (que depois entrou e marcou o segundo gol). A intenção era a de desgastar o time o menos possível, antes de voltar a campo na quarta-feira à noite, no Morumbi.Mas o líder da Série B sofreu uma baixa logo no início. Com pouco mais de um minuto, numa dividida na linha de fundo, Lulinha perdeu o equilíbrio e foi parar na escada do antigo túnel dos vestiários. Na queda, se machucou, voltou a campo, não resistiu e aos 15 cedeu o lugar para Alessandro. A infelicidade da jovem promessa abriu o caminho para a vitória, porque aos 22 minutos, em seu primeiro chute a gol (na verdade a primeira conclusão certa do jogo), Alessandro fez 1 a 0, num arremate na entrada da área que desviou em um jogador do Fortaleza. A vantagem esquentou o time, animado pelos 22 mil torcedores que enfrentaram frio e garoa. O Corinthians poderia ter fechado a fase inicial com folga maior - e teve oportunidades para isso, duas delas com Lima, que pararam em defesas de Tiago Cardoso."Estamos no caminho certo", afirmou Alessandro, a caminho do vestiário. "Mesmo com o jogo truncado."O time não saiu da rota. Também não forçou o ritmo, pois percebeu que o Fortaleza não incomodaria. Felipe teve de se aquecer para não congelar, já que não vinha bola para defender. O segundo gol, com Herrera, aos 34, foi a comprovação de que o Corinthians, mesmo sem ser um primor, passará pelo limbo da Série B com um pé nas costas.

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