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Corinthians teme africanos no Japão

Sorteio das chaves na Fifa tira adversário mexicano da frente do time paulista na semifinal e abre a possibilidade de confronto com o campeão da África

JAMIL CHADE, ENVIADO ESPECIAL , O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h04

ZURIQUE - O caminho do Corinthians até uma eventual final no Mundial de Clubes está traçado. O time respirou aliviado por ter conseguido evitar o time mexicano de Monterrey na semifinal. Mas, em compensação, terá provavelmente uma equipe africana como adversária e a direção do clube já alerta que a vaga para a final não será tão automática quanto imaginavam. Ontem, em Zurique, o sorteio estabeleceu a tabela para o Mundial que ocorre em dezembro no Japão.

O Corinthians entra direto na semifinal, um privilégio dado apenas aos clubes sul-americanos e europeus. Ontem, o sorteio estabeleceu que o time paulista jogará com o vencedor de uma chave nas quartas de final que conta com o fraco Auckland, da Nova Zelândia e campeão da Oceania, o campeão africano (que será conhecido apenas no meio de novembro), e o campeão do Japão (a ser definido apenas dia 1.º de dezembro).

Mas a grande aposta da direção do Corinthians é que seja mesmo uma equipe africana que estará em seu caminho, o que não deixa ninguém satisfeito. A Liga dos Campeões da África ainda está em sua semifinal e a vaga para o Mundial ainda não está definida. Entre os possíveis adversários do Timão está o Mazembe, time do Congo que há dois anos eliminou o Internacional na semifinal e se transformou na sensação do torneio.

Os demais candidatos são o combativo Al Ahly, do Egito, o Esperance, da Tunísia, e o Sunshine Stars, da Nigéria. Edu Gaspar, gerente de futebol do Corinthians, admitiu que a tarefa, em qualquer um dos casos, não vai ser fácil e alertou que o time paulista terá de mudar sua postura. "Os africanos são imprevisíveis. Física e tecnicamente eles são muito fortes", disse Edu, sobre os africanos. "Joguei com eles na Inglaterra e vi o que era. Os brasileiros não estão acostumados e o Corinthians terá de se adaptar para entrar em campo", alertou.

Outro eventual problema seria enfrentar o representante do Japão. Tecnicamente as equipes são mais fracas do que os concorrentes, mas terão o apoio da torcida inteira. Se o Campeonato Japonês terminasse hoje, o campeão seria o Hiroshima.

Preocupação. O Chelsea aguarda o vencedor de uma disputa de quartas de final entre o Monterrey e o campeão asiático, ainda não definido. "Os times mexicanos têm forte potencial. Veja só a seleção, que foi campeã em Londres (ouro nos jogos olímpicos)", afirmou David Barnard, diretor de futebol do Chelsea.

Barnard rejeitou a tese de que o clube inglês vai menosprezar o torneio. "Vamos nos preparar como se fosse um jogo da Copa dos Campeões", disse. Mas o Chelsea joga no dia 8 de dezembro em casa, voa dia 9 e no dia 13 tem sua semifinal, no Japão.

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