Corinthians vai atrás de Parreira

Com a saída de Mano Menezes para a seleção, técnico passa a ser o plano A do clube

Wagner Vilaron, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2010 | 00h00

Carlos Alberto Parreira é a primeira opção da diretoria do Corinthians para a vaga de Mano Menezes, que anuncia hoje seu acerto para comandar a seleção brasileira. A negociação do clube com o técnico que comandou a equipe da África do Sul na última Copa do Mundo começou no meio da semana, quando a saída de Mano era iminente. Adilson Batista, cuja negociação esfriou após os contatos com Parreira, é mantido como uma espécie de carta na manga para o caso de as conversas não evoluírem.

Nem mesmo o fato de Parreira ser pretendido também pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que gostaria de contratá-lo como coordenador do departamento de seleções, parece preocupar os dirigentes corintianos. No Parque São Jorge a aposta é de que a ótima identificação do treinador com o clube será suficiente para convencê-lo a aceitar o desafio.

Essa identificação à qual os dirigentes se referem trata-se da passagem de Parreira pelo clube na temporada 2002. Naquela oportunidade, o Corinthians ficou muito próximo de conquistar a tríplice coroa, pois foi campeão do Torneio Rio-São Paulo, da Copa do Brasil e vice-campeão brasileiro, quando acabou derrotado pelo Santos na final.

Custo-benefício. Durante o processo de escolha dos nomes que poderiam suceder Mano Menezes, a direção corintiana chegou à conclusão de que Parreira tem o melhor custo-benefício.

A favor dele, além da boa campanha em 2002, está o temperamento afável e a humildade. "Sim, humildade, pois nosso time está montado e não queremos alguém que chegue aqui para mudar tudo", observou ao Estado um dos dirigentes que acompanham a negociação. "O Corinthians precisa nesse momento de alguém que apenas toque o barco, que não se preocupe em mexer em tudo."

Entre os aspectos considerados negativos, destacou-se a dúvida quanto à disposição de Parreira em ficar à beira do gramado. Isso porque, ao final da Copa da África do Sul, ele disse que gostaria de se dedicar mais à família e curtir as netas.

Motivação. Nas primeiras sondagens, porém, os defensores da contratação de Parreira argumentaram que o treinador repensaria sobre a situação quando recebesse o convite para voltar ao Parque São Jorge. E a diretoria conta com esse isso.

Outro detalhe que também chamou a atenção no clube durante a semana foi a quantidade de defensores que Vanderlei Luxemburgo ainda mantém por lá. Embora deixasse claro que sua primeira opção é Parreira, o presidente Andrés Sanchez sofreu forte pressão para que tentasse contratar Luxemburgo, hoje no Atlético-MG.

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