Corinthians vai ter ataque inédito contra o Inter

Martinez e Adilson vão formar a dupla no setor, já que os demais atletas estão sem condições de entrar em campo

FÁBIO HECICO, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 03h05

O corintiano se acostumou a ver Emerson ao lado de Jorge Henrique no ataque este ano, os titulares da conquista da Libertadores. No setor, ainda fez festa com Liedson, William e Romarinho. Não se empolgou muito com Élton e Gilsinho e agora estava começando a se acostumar com Guerrero. Se Tite tinha um leque de opções ofensivas para armar o time, esta noite, diante do Internacional, no Pacaembu, ele usará as únicas opções que sobraram em condições: o argentino Martínez e Adílson.

A inédita dupla ofensiva, que jamais iniciou uma partida com a camisa do clube, tampouco havia treinado lado a lado antes do trabalho de ontem, terá a missão de anotar os gols da equipe.

Tite sabe que a sequência pela frente não é nada fácil, diante de quatro campeões estaduais (Inter, Santos, Fluminense e Atlético-MG) e o rival São Paulo no meio, mas pediu a mesma postura para que a equipe suba na tabela. Para ele, é a hora de mostrar a força do time da Libertadores.

"Temos de engatar uma série de vitórias. Ficar empatando uma, ganhando outra jamais vamos encostar. Até porque uma hora vamos perder", afirma o lateral Alessandro. "Ainda não alcançamos aquele nível da Libertadores, está na hora."

Apenas uma vez o Corinthians ganhou duas vezes seguidas. A meta é repetir esses resultados. Como? "Temos de manter a postura dos últimos jogos, apertar na marcação, adiantada. Claro, com passes curtos perto dos atacantes, que sentiram a falta de entrosamento e precisam fazer o simples", diz Tite.

Ele pede paciência da torcida com Adílson e Martínez, ciente de que erros de passes vão acontecer, mas garante que a postura de buscar a vitória a todo custo será a mesma.

A carência ofensiva é tanta que até o chinês Zizao - ficou no banco uma vez, diante da Ponte Preta - vai novamente estar no banco ao lado do treinador. Mas não deve entrar.

E pensar que há uma semana, Tite até discutia se escalava o time com dois ou três atacantes. De uma hora para a outra, os problemas apareceram. O último deles, a confirmação de que Jorge Henrique rompeu o ligamento da coxa esquerda e terá de ficar fora por pelo menos três jogos. Ele sentiu dores na segunda-feira, fez exames e ontem ficou comprovada a lesão.

Para piorar, Romarinho cumpre suspensão e Guerrero está defendendo a seleção do Peru.

Reforço. O volante Guilherme foi a grande novidade no treino do Corinthians ontem. Um dia após escolher o clube para jogar pelos próximos cinco anos, o jogador revelado pela Portuguesa já se ambientava com os novos companheiros. Ainda com pendências burocráticas na CBF, ele deve ser apresentado apenas amanhã e ficar à disposição do técnico Tite para poder estrear diante do Santos, domingo, no clássico da Vila Belmiro.

Sonho antigo da direção corintiana, principalmente do técnico Tite, que indicou sua contratação ainda no fim de 2011, Guilherme seria titular hoje na vaga de William Arão, o escolhido para formar a dupla com Ralf.

"O Guilherme está definindo agora à tarde (ontem) algumas pendências, como a assinatura do contrato. Mas é um grande reforço e conversamos bastante sobre ele, até trouxe o Candinho (gerente de futebol da Lusa) aqui no CT, depois a Lusa voltou atrás. Esteve perto do Palmeiras e agora acertou com a gente", afirmou Tite, satisfeito com a chegada. "Estávamos de olho há bastante tempo porque é um jogador versátil, que pode jogar na segunda (posição do meio) e eventualmente na primeira. E pode trazer qualidade à equipe."

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