Corinthians vai ter de aprender a conviver com provocações

Paulinho entende que os atletas devem se preparar para ofensas como a de domingo, quando Tite ouviu gritos de 'assassino'

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2013 | 02h06

SÃO PAULO - No empate por 2 a 2 contra o Bragantino, domingo, ficou bem claro que a vida dos jogadores e da comissão técnica do Corinthians será difícil após a tragédia na Bolívia. O técnico Tite sentiu isso na pele. Ele foi um dos que ouviram os gritos de "assassino" vindos de torcedores do time de Bragança Paulista. Foi a primeira partida do Corinthians após a morte do torcedor boliviano Kevin Beltrán.

Nesta segunda, o meia Paulinho disse que o time vai ter de preparar para ouvir isso dos adversários. "Eu vi o torcedor xingando o professor Tite", afirmou. "Vamos ter de passar por situações como essa e vamos ter de estar preparados. Se acontecer de novo, vamos ter de passar por cima", disse. Tite se irritou demais com os xingamentos e até com cusparadas que recebeu de um torcedor.

Paulinho chegou a falar em "sacrifício" referindo-se ao fato de jogar mais uma vez sob uma situação como essa. "Será um sacrifício porque vamos ser chamados de assassinos", disse o meia. O treinador já tinha dado entrevista no domingo a respeito do episódio. Em Bragança, Tite desabafou depois de discutir com o torcedor que o xingou. "Não é a torcida do Bragantino, são alguns vagabundos, uns sem-vergonha, se escondem atrás de arquibancada. Pessoalmente, não falariam aquilo. Não são torcedores, são mal resolvidos como pessoa, vão para ofender a dignidade da pessoa que está trabalhando."

CENÁRIO HOSTIL 

Ser hostilizado pela torcida rival será um problema com que o Corinthians terá conviver nos próximos jogos, principalmente quando voltar a atuar fora de casa pela Libertadores. Por isso o elenco, como disse Paulinho, terá de saber lidar com a situação.

A primeira viagem pela Libertadores após a tragédia de Oruro acontece na próxima semana. Depois de o time enfrentar o Santos, domingo, no clássico pelo Campeonato Paulista, no Morumbi, o time viaja ao México para encarar o Tijuana, dia 6 de março. Será a viagem mais longa pela primeira fase da Libertadores. O outro compromisso fora de casa pela Libertadores será no dia 3 de abril, quando o time viaja a Colômbia para encarar o Millonarios.

Encarar a torcida rival pela competição pode se tornar um problema maior do que atuar com portões fechados, por mais complicado que isso possa ser. Paulinho disse que nunca viveu situação como essa na carreira. "Nunca atuei com portões fechados, mas acho que deve ser situação muito difícil. Temos de ganhar esse jogo, que é super importante para nós. Trata-se de um adversário complicado, mas precisamos nos superar."

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