Corinthians vence, mas depende do Guarani

Alvinegro faz 2 a 0 no Vasco e agora precisa torcer para que o time de Campinas tire pontos do Flu na última rodada

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2010 | 00h00

O Corinthians cumpriu seu papel no Pacaembu. Apesar de ter oferecido à Fiel uma atuação fraca, não encontrou resistência num Vasco desmotivado. O Alvinegro fez 2 a 0 e mantém a esperança de conquistar, na última rodada, seu quinto título brasileiro, apesar de permanecer um ponto atrás do líder Fluminense, que ontem venceu o Palmeira por 2 a 1, de virada, em Barueri.

O Pacaembu voltou a se vestir de preto e branco, mas desta vez os olhos e as esperanças corintianas não estavam em Ronaldo, que ficou de fora por lesão - o Fenômeno assistiu ao jogo das tribunas do estádio. E havia a remota esperança de que o arquirrival Palmeiras pudesse parar o Fluminense, o adversário na luta pela taça.

Nos bastidores, comentava-se que o jogo já estava decidido antes do apito inicial: suspeitava-se que o Vasco jamais seria ousado a ponto de vencer e ajudar um dos maiores rivais, o Fluminense. "Isso não existe", garantiu o técnico vascaíno Paulo César Gusmão, embora o time não tenha arriscado um chute a gol sequer na primeira etapa. "Aqui temos jogadores jovens com muito futuro. Essas insinuações podem prejudicá-los."

A primeira explosão da torcida no Pacaembu, no entanto, não ocorreu por causa de um gol corintiano ou de uma "entregada" vascaína. A torcida vibrou ao ouvir os alto-falantes do estádio anunciarem que o Palmeiras saía na frente diante do Flu. É o Campeonato Brasileiro fazendo torcedor comemorar gol de arquirrival eterno.

Mas logo o entusiasmo arrefeceria, já que os cariocas empatariam o jogo de Barueri e o Corinthians tinha dificuldades para abrir o placar. O time alvinegro sentia muito a ausência de Ronaldo. Trabalha as jogadas, faz cruzamentos para a área, mas ninguém punha a bola na rede.

Na falta de um centroavante, o Corinthians contou com um zagueiro e um goleiro. Aos 40 minutos, quando o placar em branco parecia se encaminhar para o intervalo, Bruno César deu um chute despretensioso de longe, a bola desviou no elogiado Dedé - que falhou - e passou por baixo de Fernando Prass - que tomou um baita frango. Qualquer suspeita de entrega é justa, embora jamais possa ser confirmada.

"O Corinthians teve sorte e o Vasco, azar", limitou-se a dizer o goleiro Fernando Prass. "Foi um chute preciso", brincou Bruno César, aos risos, para depois falar sério: "O desvio foi crucial."

O lance de azar, má vontade ou seja lá o que for da defesa vascaína decidiu a partida. Porque nada do que ocorreu depois do intervalo no Pacaembu fez muita diferença. O Corinthians aumentou a vantagem: Danilo fez o segundo. Festa comedida no estádio. O Fluminense ganhou e enfrenta o rebaixado Guarani em casa na última rodada. Ficou difícil, mas a Fiel sonha.

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