Clayton de Souza/AE
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Corinthians vibra, mas obra não inicia

O casamento entre Corinthians e a construtora Odebrecht, responsável pela obra do Itaquerão, passa por conflito antes mesmo de os primeiros alicerces saírem do papel. O primeiro indício de que as partes não falam a mesma língua está na expectativa em relação à data de início dos trabalhos. O presidente corintiano, Andrés Sanchez, havia garantido que a obra começaria hoje (à noite, publicou uma nota oficial no site do clube recuando).

, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

Enquanto isso, pessoas ligadas à empresa não querem estabelecer data - lembram que o contrato ainda não foi assinado.

No Parque São Jorge, dirigentes reconhecem que, de fato, falta a rubrica nos documentos. Porém garantem que o acerto já foi feito e que as obras podem começar mesmo sem o que chamam de "formalidade" da assinatura.

Na nota oficial, Sanchez - sem dar detalhes - disse que os trabalhadores selecionados para a obra serão divulgados na internet, na página corintiana.

A ideia é priorizar moradores da região, atitude que faz parte do acordo com a prefeitura, segundo o qual o Corinthians ganha incentivos fiscais em troca de ações que valorizem a Zona Leste.

Difícil de explicar. O ceticismo e a falta de entusiasmo de representantes da Odebrecht com o projeto de Itaquera, de acordo com dirigentes do clube, estão ligados ao orçamento da arena. "Garanto uma coisa: esse estádio não vai custar R$ 1 bilhão como tem gente falando. Vai ser o melhor do Brasil e vai ficar naquilo (R$ 700 milhões)", afirmou Sanchez.

O desconforto da construtora está no fato de precisar explicar o motivo de o principal estádio do Mundial, no caso o da abertura, ter valor de construção menor do que o de outros escalados para jogos secundários. Brasília e Rio, por exemplo, gastarão pelo menos R$ 1 bilhão.

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