Corinthians, 'visitante', desafia quatro campeões

Punido com perda de mando, time inicia contra o Coritiba série de jogos diante de rivais que [br]triunfaram recentemente

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2011 | 00h00

O Corinthians entrará em campo, nas próximas quatro rodadas do Brasileiro, com um pingo de inveja dos seus adversários. Tudo o que a equipe tanto sonha desde o começo de 2010, ano da comemoração de seu centenário, Coritiba, Flamengo, Fluminense e Santos conseguiram: a conquista de um título.

Encarar os campeões paranaense, carioca e paulista de 2011 e o do Nacional de 2010 - no caso, o Fluminense -, com quem brigou pelo título rodada a rodada no ano passado, servirá para o Alvinegro testar o potencial do seu atual elenco e, também, avaliar a necessidade de novas contratações. Emerson, Adriano e Alex vão demorar a estrear.

O primeiro teste de fogo de um grupo contestado após primeiro semestre decepcionante, teoricamente, será o mais fácil. Hoje, às 16 horas, em Araraquara (o clube foi punido com a perda de mando por conta de distúrbios entre torcedores no clássico contra o Palmeiras, ano passado), o Corinthians recebe o Coritiba, rival temido nos primeiros meses do ano, mas, no momento, com a cabeça longe dali.

Os paranaenses só pensam na decisão da Copa do Brasil com o Vasco, a começar quarta-feira, no Rio, na qual buscam o título inédito. Por isso, devem usar hoje equipe recheada de reservas.

"Temos de pensar que é o Coritiba, independentemente de quem jogar. Até porque os escolhidos estão sempre esperando por uma oportunidade", enfatiza o meia Danilo, novidade de Tite e falando por experiência própria.

Preterido até entre os reservas na final estadual contra o Santos, ele sabe que, ao ganhar a vaga de Ramírez, convocado pela seleção peruana, pode estar jogando suas últimas fichas com a camisa corintiana. "O campeonato é longo, são vários jogos e, se eu tiver uma boa sequência, ganho moral", admite o meia.

Avesso às entrevistas, Danilo troca o tropeço nas palavras por firmeza quando fala da meta alvinegra na série nada animadora diante de temidos adversários.

"Nesse início, quanto mais pontos fizermos, melhor, pois precisamos adquirir uma gordura. Temos de andar sempre entre os primeiros", observa. "O Coritiba vem bem, vencendo vários jogos. Vamos respeitar, mas temos de dar o máximo porque estaremos em casa."

Sem fala. Tite franze a testa ao ouvir falar da temorosa sequência corintiana. Para não se martirizar, o treinador prefere seguir a linha do jogo a jogo, do um passo de cada vez. "Vamos pensar a curto prazo. Nosso planejamento é o de estar entre os cinco ou seis melhores da tabela, sempre trabalhando na parte de cima, com a expectativa de chegar a primeiro", diz.

E continua: "Nos dois primeiros jogos, por exemplo, projetei quatro pontos, pois imaginava um ponto lá (em Porto Alegre). Ganhamos e temos a possibilidade de criar gordura. Para isso, se faz necessário fazer valer nossa força em casa, mesmo que o jogo seja em Araraquara", prevê.

Ao ganhar do Grêmio, em Porto Alegre, o Corinthians fechou a primeira rodada na quinta colocação, ao lado do América-MG.

Mas os problemas vão além de encarar a sequência de quatro jogos contra campeões. Após encerrar a série, diante do Santos, o Alvinegro não terá tempo nem sequer para recobrar o fôlego.

Afinal, depois de visitar o time de Muricy, na quinta rodada, o Corinthians terá outro clássico pela frente, diante do São Paulo.

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