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Corinthians x São Paulo, clássico das desculpas

Tite e Leão pedem paciência às torcidas de Corinthians e São Paulo sob o argumento de que os jogadores ainda não estão em boa forma física

BRUNO DEIRO, VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h03

Com campanhas idênticas no Estadual, Corinthians e São Paulo chegam para o clássico de hoje, às 17 horas, no Pacaembu, pedindo paciência à torcida. No primeiro grande teste do ano, os dois vêm de empates frustrantes no meio da semana e ainda esperam pela melhor forma de suas principais estrelas.

No Corinthians, Tite até mudou o discurso do ano passado e trocou a tal busca pelo "equilíbrio" pela "intensidade" em campo. Ele acredita que o time ainda está muito aquém do que pode render e criticou o empate por 1 a 1 contra o Mogi Mirim, no último jogo. "Faltou objetividade de uma forma geral."

Após o segundo empate consecutivo no Estadual, o grupo levou um puxão de orelha do treinador. No vestiário, depois do jogo em Mogi, e na última sexta, antes do treino, quando Tite reuniu todos os atletas para um papo mais sério.

O técnico sabe que a dificuldade que a equipe demonstra nestes jogos está relacionada ao fraco condicionamento físico de alguns titulares. Alex, Liedson e Emerson não estão 100% e serão poupados. E o reforço que pode fazer a diferença, Douglas, também não está bem. Sem condições de jogar 90 minutos, fica como opção no banco. Adriano continua fora de combate.

O lado bom para o treinador é que sua defesa está completa para o clássico, com os retornos de Chicão e Alessandro. Do meio para frente, há algumas incertezas em relação às peças. Mas não na maneira de jogar, com dois meias e dois atacantes.

Tite pode apostar em dois jogadores para vencer o clássico. Justamente os que têm mais gás: os incansáveis Ralf e Paulinho, este com mais liberdade.

Além da briga pela ponta no Estadual, vencer o clássico é importante por outro motivo. Será o último ensaio antes da estreia na Libertadores, na quarta, contra o Deportivo Táchira. Tite admite que uma competição está ligada a outra. O treinador corintiano quer vencer o clássico para, quem sabe, ir com o moral alto para a Venezuela.

Time principal. Tanto que foi descartada a ideia de entrar somente com reservas, sob risco de sofrer uma goleada antes do importante duelo. "Não ia poupar porque acredito em continuidade de um trabalho. Mas se pudesse mudar eu não colocaria o clássico agora, porque podemos perder algum atleta. Se isso acontecer, temos outros e eles têm de estar preparador para entrar."

No São Paulo, Emerson Leão vê o time com mais dificuldades do que o rival nesse início de ano, por conta das profundas modificações no elenco em relação à última temporada.

"O campeão brasileiro não está com o time em formação e nós estamos. Mas é óbvio que, se tiver de apostar em um time, aposto no meu", afirma Leão. "Espero muito mais dos meus jogadores, sei que podem dar mais técnica e fisicamente para o time, mas com tempo para isso."

Esta falta de condicionamento físico ficou evidente na última partida. No empate com o Comercial (1 a 1) em pleno Morumbi, Maicon e Jadson saíram, cansados, ainda no intervalo.

"São nossos jogadores mais técnicos e tiveram uma quantidade de erros de passe muito grande. Cansaram muito cedo e por isso foram substituídos", disse Emerson Leão.

O treinador, porém, garante que terá paciência. "Seria desonesto, até desumano, cobrar perfeição no segundo jogo do Jadson. Ele não jogou nenhum jogo inteiro, ficou muito tempo longe do futebol brasileiro e vai ganhar embocadura aos poucos", disse o treinador. "É um jogador altamente técnico, e isso dificulta bastante a adaptação, mas ainda vamos achar um lugar para ele."

A exemplo do que ocorreu com Tite no fim de 2010, Leão pegou o São Paulo apenas nas últimas partidas do Brasileiro do ano passado. Por isso, quer ser avaliado apenas quando tiver a equipe pronta. "Estamos no mês 2 (fevereiro), mas os jogadores só estarão preparados no mês 4 (abril)", afirma o são-paulino. "Clássico com trinta dias de trabalho ainda não representa a realidade das duas equipes."

O Tricolor terá a volta de Wellington, que havia sido poupado para não correr o risco de levar o terceiro amarelo. Hoje, as apostas estão no talento de Lucas e na fase artilheira de Willian José, que fez quatro gols nos últimos três jogos.

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