Corintianos detidos na Bolívia terão de pagar advogado

Além disso, caso a prisão preventiva seja revogada, torcedores terão de permanecer no país e pagar aluguel

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2013 | 02h01

SÃO PAULO - Os 12 torcedores que estão presos na penitenciária de Oruro terão de arcar com os honorários do advogado Miguel Blancourt, que os defende da acusação de envolvimento na morte do torcedor Kevin Beltrán.

Além disso, se for aceita a apelação contra prisão preventiva e eles conseguirem responder ao processo em liberdade, também terão de arcar com as despesas do aluguel de uma casa na Bolívia - o fato de ter residência fixa configurada é considerada imprescindível pela justiça boliviana para os indiciados em processos criminais.

A conta vai ficar salgada: o aluguel de uma casa com dois cômodos, por exemplo, bastante procurada por estudantes brasileiros que vão cursar medicina na Bolívia, gira em torno de R$ 800.

A embaixada brasileira atuou como intermediária - tanto da contratação do advogado como na pesquisa de um aluguel -, mas não vai além disso. "Temos de tratar todos os brasileiros que estão na Bolívia da mesma forma. Temos inúmeros réus também esperando a definição da justiça boliviana e a embaixada não tem condições de alugar um prédio para todos. Os advogados sempre recebem honorários da parte", diz Eduardo Saboia, ministro conselheiro da embaixada brasileira na Bolívia. Existem entre 100 e 200 brasileiros aguardando definição de sua situação judicial em solo boliviano.

Os diplomatas brasileiros continuam otimistas sobre o relaxamento da prisão preventiva, independentemente de o Ministério Público ter visto com ressalvas a confissão do menor em Guarulhos, na segunda-feira.

"Mesmo sem a confissão, eles não deveriam estar presos. Existem várias razões para isso. A principal é que uma pessoa só pode ser presa se houver provas sólidas de sua culpa", diz o embaixador negando que tenha havido discriminação dos torcedores.

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