David Gray/Reuters
David Gray/Reuters

Corredoras quenianas são as primeiras pegas no doping no Mundial

Joyce Zakary e Koki Manunga testaram positivo em Pequim

Estadão Conteúdo

26 de agosto de 2015 | 09h05

Líder do quadro de medalhas, com resultados expressivos não só nas provas de fundo, o Quênia tem os dois primeiros casos de doping do Mundial de Atletismo de Pequim (China), que começou a ser disputado no sábado no Ninho do Pássaro. Os dois casos foram anunciados nesta quarta-feira pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF).

A entidade não informou para quais substâncias dopantes as duas jamaicanas testaram positivo. São elas Joyce Zakary, que correu os 400m rasos, avançou das eliminatórias batendo o recorde nacional e não apareceu para correr a semifinal; e Koki Manunga, que disputou os 400m com barreiras, sendo eliminada na primeira bateria.

Os dois casos de doping devem reforçar o burburinho que questiona o desenvolvimento do Quênia no atletismo. Os africanos sempre dominaram as provas de fundo, mas em Pequim eles estão alçando voos maiores. Na terça-feira, Nicholas Bett, venceu até os 400 metros com barreiras masculino. No Mundial de Moscou, há dois anos, o Quênia não classificou ninguém para essa disputa. Na China, colocou dois na finais.

O doping é o grande tema envolvido com o Mundial de Pequim. Antes do início da competição, um canal de tevê alemão e o jornal britânico The Sunday Times denunciaram um suposto esquema para encobrir centenas de casos de doping entre 2001 e 2012.

Além disso, o grande nome da temporada é Justin Gatlin, norte-americano que já cumpriu seis anos de suspensão por doping e, contra o que conhece a ciência, fica mais rápido a cada ano, apesar da idade já avançada para um velocista.

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