Correr é paixão na Jamaica e garantia de bons resultados

Ilha do Caribe é fábrica de velocistas talentosos. Hoje pode ter mais ouro na final feminina dos 100 m rasos

BERLIM, O Estadao de S.Paulo

17 de agosto de 2009 | 00h00

Há pelo menos quatro anos uma pequena ilha localizada no Caribe, com pouco menos de 3 milhões de habitantes, virou referência no atletismo mundial. A Jamaica sempre produziu velocistas de talento, mas ter recordistas mundiais nos 100 m entre os homens é algo recente. Começou com Asafa Powell, em 2005, e continuou com Usain Bolt, dono da atual melhor marca.Para os jamaicanos, o atletismo é paixão nacional, tal qual o futebol para os brasileiros. A ponto de a modalidade ter um intenso trabalho de captação de talentos na base - com campeonatos internos em todos os níveis da educação - e até uma universidade para formar treinadores. A dedicação ao esporte é uma das maneiras de superar a falta de recursos em um país pobre.Nesta tarde, em Berlim, a Jamaica tem grandes chances de voltar ao ponto alto do pódio. Assim como ocorrido ontem, a disputa dos 100 metros - mas na versão feminina - fecha o terceiro dia do Mundial . Em busca da medalha de ouro, são consideradas favoritas três atletas da pequena ilha caribenha: Shelly-Ann Fraser, Veronica Campbell-Brown e Kerron Stewart. Shelly é a atual campeã olímpica e Veronica conquistou o título mundial em Osaka/2007. Mas é Kerron que aparece como a melhor velocista desta temporada. Aos 25 anos, tem sido comparada com Usain Bolt - guardando-se, obviamente, as devidas proporções. Há um mês, em Roma, conseguiu estabelecer a marca mais rápida da prova nos últimos dez anos: 10s75. Em 2009, apenas sete competidoras conseguiram correr em menos de 11 segundos.Muito difícil, porém, é imaginar que alguém esteja perto do recorde mundial da modalidade. A marca estabelecida por Florence Griffith-Joyner é de 1988, quando a americana conseguiu 10s49 na final olímpica de Seul.MAIS DECISÕESOutras três finais serão realizadas hoje: o lançamento do martelo masculino, às 13h05 de Brasília, os 3 mil metros com obstáculos feminino (15h30) e os 10 mil metros masculino, com a estrela etíope Kenenisa Bekele, às 15h50.

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