Correr na multidão motiva judoca

Longe dos tatames, o judoca meio-leve Henrique Guimarães, 31 anos, medalha de bronze olímpica em Atlanta/96, vai pelo menos três vezes por semana ao Parque do Ibirapuera praticar o segundo esporte de que mais gosta: a corrida. "Quando estou correndo é a hora em que penso nas estratégias das provas do judô e em como me concentrar. Sem contar a sensação de bem-estar depois da corrida, que é muito boa. Vou mais leve para o treino no tatame", explica Henrique Guimarães.Quando não pode ir ao parque, vai para a esteira da Academia Fórmula, no Shopping Eldorado.A paixão pela corrida já inspirou o atleta a se inscrever em provas de rua. "Mas tenho medo de começar a competir e gostar. Não quero abandonar o judô", brinca.Para o judô, ele tem muitos planos. Só vai parar após os Jogos Pan-Americanos do Rio/2007. "Sei que já estarei com 35 anos e ?velhinho?, mas ainda tenho muito pique. Quanto mais velho, mais inspirado fico."Preocupado com a primeira das três seletivas olímpicas (os primeiros do ranking nacional de cada peso lutam em melhor-de-três contra os judocas da equipe permanente), demorou a decidir se participaria da São Silvestre. Quem não pára de lhe dar "pilha" é o seu cunhado Marcelo, que já perdeu a conta de quantas edições da São Silvestre já participou. Quando sobra um tempo na agenda atribulada de treinamentos, os dois correm juntos no Ibirapuera ou no Bosque do Morumbi."Vontade é o que não falta para participar da prova mais tradicional do Brasil. Deve ser muito emocionante correr no meio daquela multidão", imagina o judoca.

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