Correria em um empate sem graça

São Paulo e Corinthians não fizeram jus à expectativa de um clássico de emoções no Morumbi e o 0 a 0 acabou sendo resultado ruim para ambos

PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2011 | 03h00

O jogo São Paulo e Corinthians tinha todos os ingredientes para ser um clássico explosivo, repleto de emoções. Tinha a cara das partidas que são capazes de decidir os destinos de uma temporada. Mas a julgar pelo o que fizeram em campo, tanto são-paulinos como corintianos decepcionaram. O 0 a 0 que piscou no placar assim que as luzes do Morumbi se acenderam, pouco antes da partida começar, ali ficaram para não mais sair.

O empate sem gols deixa no ar a possibilidade de o Brasileiro ver, a partir de agora, o deslanchar de um líder rumo ao título. Isso porque o Vasco enfrenta hoje o Atlético-GO em casa e com um triunfo pode abrir três pontos de sobre o São Paulo e quatro em cima do Corinthians. O Tricolor dormiu líder.

Com a bola rolando, no entanto, nada indicou durante os 90 e poucos minutos que alguém poderia fazer o placar sair do zero. O São Paulo, talvez empurrado pela chance de aproveitar o confronto direto diante do arquirrival em crise, partiu para cima. A equipe até soube se aproveitar daquilo que mais lhe dava vantagem em relação à zaga corintiana: a velocidade. Lucas pela direita e Dagoberto pela esquerda dominaram o improvisado Leandro Castán e Alessandro.

Mas como futebol é bola na rede e não competição para ver quem corre mais, nada disso adiantou. A correria só serviu para Tite tirar a prova de que sua aposta para a escalação foi um tremendo erro. Deixando ou não Chicão de fora, colocar um zagueiro, lento, para correr atrás de Lucas quase lhe custou o jogo. Não foram raras as vezes que Willian, atacante, teve de ajudar na marcação para não deixar o menino no mano a mano.

Acolchoado pela falta de finalização do dono da casa, o Corinthians foi se assentando em campo. Esteve longe de dominar o jogo, mas teve, sim, chances de beliscar um golzinho e passar o resto do duelo vivendo de contragolpes. Também não chegou lá.

Mas se o primeiro tempo foi vazio, o segundo, então, virou um verdadeiro show de horrores. Passes errados aos montes, impedimentos se acumulavam e chutes a gol passavam longe de Rogério Ceni e de Júlio César.

No fim, pareceu uma festa de zagueiros. João Filipe e Paulo André estavam entre os mais aplaudidos. Justo, para um jogo em que a injustiça seria ter saído algum gol.

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