Damien Poullenot/WSL
Damien Poullenot/WSL

Corrida olímpica motiva surfistas brasileiros rumo à classificação

Em alta após conquista de Gabriel Medina, campeonato terá pela 1ª vez premiações iguais para homens e mulheres

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2019 | 04h32

O Circuito Mundial de Surfe começa na próxima terça-feira à noite, manhã de quarta na Austrália, com novidades e mais uma vez com os brasileiros em alta após a conquista em 2018 de Gabriel Medina. O ano será importante para a classificação olímpica aos Jogos de Tóquio, em 2020, e também porque pela primeira vez homens e mulheres receberão a mesma premiação em todas as etapas.

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"Queremos estar na vanguarda para pressionar pela igualdade em todas as esferas da vida, começando pelas ondas. É um passo à frente em nossa estratégia há tempos planejada de elevar o nível do surfe feminino", diz Sophie Goldschmidt, CEO da WSL, Liga Mundial de Surfe.

A intenção é melhorar o nível do surfe feminino e incentivar as meninas a praticarem a modalidade. Por isso, das 11 etapas da temporada masculina, as mulheres disputam nove delas, nas mesmas datas. Só não estão no Taiti, porque tem um tipo de onda tubular bem perigosa, e em Pipeline, pois a última etapa do calendário delas é em Maui, um pouco antes, também no Havaí.

O Brasil terá Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb na disputa. No masculino, a legião é bem maior. São 11 surfistas que vão brigar entre eles por duas vagas para os Jogos de Tóquio – o critério de classificação olímpica prevê que os dez surfistas mais bem colocados do mundo (oito no feminino), com um limite de dois por país, vão carimbar sua vaga para o Japão.

Puxando a "Brazilian Storm", como essa geração ficou conhecida, está o bicampeão mundial Gabriel Medina. "O surfe brasileiro está vivendo um momento incrível. Cada ano que passa melhora. Fico feliz de fazer parte dessa geração, daqui para frente vão entrar mais brasileiros no Circuito Mundial e o País vem forte. Acho que vai piorar para os gringos", comentou.

Medina é a capa da edição de abril da revista francesa L’Equipe. A entrevista foi feita em Paris durante a estadia do atleta na cidade e aborda temas como a conquista de seu bicampeonato, sua relação com os fãs e sua proximidade com Neymar. "Minha ficha demorou a cair depois de ter vencido o campeonato pela segunda vez."

O brasileiro é o atleta a ser batido, mas terá adversários complicados. Entre os brasileiros, Filipe Toledo e Italo Ferreira podem fazer frente, assim como Yago Dora e Jadson André, que além da experiência também vive ótimo momento, tendo chegado a três finais de QS 6.000 nesta temporada. E também Adriano de Souza, o Mineirinho, que não vai disputar as primeiras etapas por estar se recuperando de lesão no joelho.

Outro grande adversário de Medina será o havaiano John John Florence, que perdeu boa parte do ano passado por causa de contusão. Ele também é bicampeão mundial. "Cada um de nós tem dois títulos mundiais. Nossa relação é muito boa, mas sempre criam uma rivalidade. Ele está voltando, está bem, estou ansioso porque ele ficou fora e é bom tê-lo de volta. Ele é um cara que assisto bastante, me inspiro nele e gosto de competir contra ele e contra os melhores", explicou Medina.

Uma novidade da temporada é o formato de disputa das etapas. A quarta fase masculina e a terceira feminina passarão a ter oito baterias cada. O primeiro evento, na Austrália, tem até o dia 13 para ser realizado.

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