Costa do Marfim contra a surpresa Zâmbia

Com estrelas como Drogba e os irmãos Touré, marfinenses fazem a final do torneio contra rivais aguerridos e inexperientes

LIBREVILLE, GABÃO, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h05

A geração dourada da Costa do Marfim está novamente a uma partida de chegar à consagração. Depois de falhar em vários torneios em que também figurava como favorita, a seleção do astro Didier Drogba busca o título da Copa Africana de Nações diante da surpreendente seleção da Zâmbia. A partida, no Stade de l'Amitie, na capital do Gabão, começa às 17h30 (de Brasília).

Os "elefantes", como são chamados os jogadores marfinenses, venceram o torneio em 1992 e, em 2006, foram derrotados na final pelo Egito - a disputa de pênaltis acabou em 4 a 2. Já a Zâmbia, considerada uma zebra na competição (eliminou Gana, apontada como uma das favoritas, na semifinal), não chegava a uma decisão desde 1994. A equipe foi campeã em 1974.

Na comparação entre as duas equipes, o time da Zâmbia aparece na partida decisiva em grande desvantagem. Do seu elenco de 23 jogadores, 18 atuam no continente africano e estão longe de ter a experiência de grandes competições como os rivais.

Seu principal astro, o atacante Chris Katongo, atua no Henan Construction, da China. O único jogador que atua na Europa é Emmanuel Mayuka. Mesmo assim, em um time sem grande visibilidade: o Young Boys, da Suíça.

Do lado marfinense, a situação é inversa - apenas um de seus jogadores não atua no futebol europeu. E boa parte dos titulares são destaques nos mais valiosos times do mundo. Na lista estão Drogba, do Chelsea, Yayá Touré (Manchester City), Gervinho (Arsenal).

Mas a imponência do rival não intimida os bravos atletas da Zâmbia. "Temos que ganhar esse campeonato, é a nossa grande oportunidade", disse Katongo, também capitão do time. Para o técnico Hervé Renard, sua seleção "estava fora do radar" dos grandes times e mostrou inteligência nos momentos-chave da competição.

Mais do que craques, a Costa do Marfim mostrou uma face diferente. A seleção treinada por François Zahoui, que assumiu a equipe após o Mundial de 2010, tornou-se mais defensiva do que normalmente são os times do continente. A postura defensiva acabou suscitando críticas, que ao longo do torneio acabaram sendo abafadas. Motivo? A campanha irretocável da Costa do Marfim.

São cinco vitórias em cinco jogos. Além disso, a equipe não sofreu gols no torneio. "Estamos mais bem organizados do que antes e ainda temos jogadores que podem fazer gols a qualquer momento", disse o atacante Kalou. "Gervinho, Drogba, eu. Fazemos a diferença."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.