Eddie Keogh/ Reuters
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Craque e polêmico, Diego Armando Maradona completa 57 anos

Mas parece ter vivido um século, tantos foram seus feitos dentro e fora de campo

Wilson Baldini Jr., Fera

30 Outubro 2017 | 10h31

Se Pelé não tem a unanimidade na escolha de maior jogador da história do futebol, é por causa de Diego Armando Maradona. Mas o que parece ser indiscutível é que ninguém tira do argentino o título de craque mais polêmico de todos os tempos. Maradona chega aos 57 anos, mas parece ter vivido um século, tantos foram seus feitos dentro e fora de campo.

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Da mesma forma que demonstrou uma habilidade impressionante com a perna esquerda para entortar seus adversários, controlar a bola e somar milhões de fãs pelo mundo, "El Diez" mostrou-se desequilibrado e despreparado para superar os obstáculos apresentados pela vida.

 

Começou muito pobre a jogar nos campos da maior favela de Buenos Aires. Conheceu a fama, obteve riqueza, veio o deslumbramento com a idolatria por parte do povo argentino, ao se sagrar ídolo no Barcelona, no Napoli e na seleção argentina.

Tudo isso mexeu com sua cabeça. Campeão mundial em 1986, no México, e vice na Itália, em 1990, Maradona foi flagrado no exame antidoping em 1991, pelo uso de estimulantes. Foi suspenso por 15 meses. Retornou e jogou a Copa dos EUA, em 1994, quando voltou a ser pego no antidoping, desta vez para cocaína. Jogou até 1997, mas nunca mais foi o mesmo.

Fora dos gramados, cercado por falsos amigos, se afundou nas drogas. Quase morreu de duas overdoses, em 2004. Foi internado e precisou ser sedado e amarrado após uma crise de abstinência da cocaína. Foi se tratar em Cuba. "Tive um click na cabeça. Dalma me contou que Giannina (suas duas filhas) agarrou a camisola que vesti no hospital e pediu a Deus para que eu vivesse para ela", disse Maradona.

Em 2005, teve um programa na TV argentina de sucesso, quando ganhou muito dinheiro para entrevistar Pelé, Xuxa e outras personalidades.

Foi técnico da seleção argentina de 2008 até a Copa da África do Sul. Demitido após a queda nas quartas de final, Maradona busca nova recuperação. Quis festejar os 50 anos em Nápoles, mas não pôde, pois tinha uma dívida de 37 milhões (R$ 87,5 milhões) com o fisco italiano.

Foi um ativo crítico da gestão de de Joseph Blatter na presidência da Fifa, mas atualmente apresenta até o prêmio de melhor do mundo, organziado pela entidade. Esta é a vida de Maradona. Sempre com uma polêmica.

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