Christof Stache/AFP
Christof Stache/AFP

Cristiano Ronaldo entra no caminho da Espanha, o melhor time do mundo

Frear o português é o desafio da atual campeã mundial e da Eurocopa para garantir vaga na final do torneio

DONETSK, UCRÂNIA, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2012 | 03h07

UCRÂNIA, Donetsk - O primeiro finalista da Eurocopa sairá hoje de um choque entre uma seleção que quer manter a hegemonia e uma que busca seu primeiro grande título. A Espanha, campeã europeia em 2008 e mundial em 2010, terá pela frente Portugal, que tem o vice-campeonato europeu de 2004 (perdeu a final para a Grécia) como melhor colocação numa competição de grande porte.

Apesar de os espanhóis serem favoritos, o debate sobre o jogo gira em torno de um português: Cristiano Ronaldo. Tanto de um lado como de outro falou-se muito do atacante do Real Madrid.

Entre os espanhóis, há imenso respeito pelas qualidades do craque. "Precisaremos desativá-lo, impedir que tenha influência no andamento da partida. Conseguimos fazer isso no Mundial de 2010 e ganhamos o jogo", disse o técnico Vicente Del Bosque. Ele se referiu à partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, vencida pela Espanha por 1 a 0.

Na concentração portuguesa, a expectativa é de que Cristiano Ronaldo decida a partida como fez nas duas últimas (marcou dois gols nos 2 a 1 sobre a Holanda, um no 1 a 0 sobre a Grécia e ainda mandou quatro bolas na trave). "Estamos muito bem no ataque, e Cristiano Ronaldo tem muito a ver com isso. Só não fizemos gol na Alemanha, mas criamos muitas chances", lembrou o treinador Paulo Bento.

 

"Cristiano é um dos melhores do mundo e tenho certeza de que fará tudo o que for possível para nos levar à final", disse o atacante Hugo Almeida, que jogará no lugar do lesionado Hélder Postiga.

Paulo Bento promete que sua equipe será corajosa e não repetirá o papelão feito pela França no jogo das quartas de final contra a Espanha (abriu mão de seu estilo de jogo e ficou o tempo todo na defesa, mesmo depois de ter sofrido o primeiro gol). "Não vamos ficar só nos defendendo. Sabemos que a Espanha tem pontos vulneráveis e vamos tentar explorá-los. Temos o nosso jeito de jogar, e essa é a nossa inspiração para acreditar que é possível bater o melhor do mundo."

Estilo por estilo, a Espanha tem um que vem dando ótimos resultados há cinco anos. E Del Bosque diz que não há motivo para mudar, embora esteja recebendo algumas críticas por insistir em montar o time sem um centroavante de ofício. "Passamos a vida procurando um estilo, e agora que encontramos um também há gente insatisfeita."

O outro finalista será decidido amanhã entre Alemanha e Itália. A final será domingo em Kiev.

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